Ídolo da Ponte e passagem pelo Corinthians: quem é Piá, preso em SP
Piá foi o habilidoso meio-campista que se destacou pela Ponte Preta em 1999 e 2000 e teve passagens frustradas por Corinthians e Santos
atualizado
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Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido como Piá, tem 52 anos e foi um habilidoso meio-campista ídolo da Ponte Preta, de Campinas, no interior de São Paulo, com passagens por grandes clubes do futebol paulista, como Corinthians e Santos.
Natural de Cornélio Procópio, no Paraná, Piá foi revelado na categoria de base da Inter de Limeira em 1992. Teve rápidas passagens por Santos, Coritiba, São José, Bragantino e Matonense até chegar na Ponte Preta, em 1999.
No time campineiro, foi um dos principais destaques do time que chegou às quartas de final do Campeonato Brasileiro daquele ano, ao lado de Luís Fabiano e Mineiro, que viriam a ser ídolos do São Paulo.
Em 2000, voltou ao Santos, mas não se firmou por problemas extracampo. No segundo semestre, retornou à Ponte Preta, e voltou a ser um dos principais nomes do time que chegou às oitavas da Copa João Havelange e nas semifinais da Copa do Brasil em 2001.
Teve uma chance no Corinthians em 2004, mas deixou o clube depois de apenas 7 jogos e um cartão vermelho. Do Parque São Jorge, teve passagens discretas por Portuguesa, Corinthians-AL, novamente Ponte Preta e Santa Cruz.
Quando jogava pelo time pernambucano, em 2005, foi preso no vestiário do Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Bárbara D’Oeste, por não pagar pensão alimentícia para seu filho – ele também tem uma filha – do primeiro casamento. Piá ainda tentou fugir por um portão ao fundo do estádio, mas sem sucesso.
Piá se aposentou em 2011. Após deixar os gramados, o ex-atleta foi detido repetidas vezes por envolvimento em tentativas de furto a caixas eletrônicos no interior do estado de São Paulo, casos registrados em 2014, em duas ocasiões em 2015 e novamente em 2020, quando foi preso em flagrante por esse mesmo tipo de crime. Essas ocorrências somavam quatro prisões conhecidas até então.
Por esses crimes, ele já cumpriu duas sentenças: uma de 1 ano e 4 meses de reclusão em regime aberto (agosto de 2016) e outra de 2 anos de reclusão, sendo 1 ano e 7 meses em regime fechado e o restante em regime semiaberto.
Piá foi preso pela quinta vez na noite dessa segunda-feira (2/3) na cidade de Sumaré, no interior de São Paulo. Segundo a PM, ele tentou mudar a direção do carro em que dirigia ao ver agentes da polícia na Rua Romilda Tomazin Borro, no Condomínio Real Park.
Segundo policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Piá ficou nervoso ao perceber a aproximação e não respeitou aos sinais de parada. A fuga se estendeu por certo período e só acabou depois de o ex-jogador invadir o Condomínio Real Park, localizado na Rua Romilda Tomazin Borro, e destruir a cancela do empreendimento.
Durante a abordagem, os policiais não localizaram nenhum item ilícito. Em depoimento, Piá revelou saber estar na condição de foragido da Justiça e, por isso, decidiu fugir para não ser preso novamente. A condenação é de 2 anos e 8 meses em regime inicial fechado.














