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Em campanha contra HPV, escolas aplicam outras vacinas e mães reclamam

A prefeitura de Praia Grande (SP) aproveitou vacinação contra HPV para aplicar imunizantes atrasados em adolescentes. Mães reclamaram

atualizado

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Fotos : Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Criança vacinada. Aplicação de vacina em crianças contra HPV - Metrópoles
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A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, está desenvolvendo uma campanha de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) para adolescentes de 15 a 19 anos. Durante a ação, o município está atualizando o esquema vacinal de menores com vacinas em atraso, como de gripe e dengue. À imprensa, mães dos alunos reclamaram de não terem sido avisadas.


O que diz a prefeitura

  • Segundo a Prefeitura de Praia Grande, a campanha de vacinação é realizada pela Secretaria de Saúde (Sesap) e atende ao Ministério da Saúde.
  • O objetivo é imunizar adolescentes e jovens de 15 e 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV.
  • O imunizante é a principal forma de combater cânceres do colo do útero, vulva, pênis, ânus e orofaringe.
  • As vacinações ocorrem dentro das Unidades de Saúde da Família (Usafas) e das escolas públicas do município, “dependendo da avaliação das equipes de saúde”, disse a gestão em nota.
  • Durante as aplicações, o município analisa a carteira de vacinação das crianças e adolescentes. No caso de atraso vacinal, imunizantes diferentes daquele contra o HPV são aplicados.
  • Segundo a prefeitura, a conduta segue o que determina o Programa Nacional de Imunização (PNI), conforme o decreto 78.231/76.
  • À imprensa, mães de uma escola municipal reclamaram não terem sido avisadas previamente da aplicação das vacinas,.
  • Elas também relataram episódios de reações adversas, como alergias.
  • Em nota ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde Pública do município informou que não recebeu nenhuma notificação de reação alérgica devido à vacinação na referida escola.
  • O caso será apurado pela Sesap.

Cobertura vacinal contra HPV no Brasil

O vírus do HPV é responsável por 99,7% dos casos de câncer do colo do útero, doença que pode ser evitada com vacinação, rastreamento e tratamento precoces. Para eliminar o câncer, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda coberturas vacinais acima de 90%. No Brasil, a taxa atual na faixa etária de 9 e 14 anos é de cerca de 77%.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o país superou a média global de vacinação contra o HPV, mas a adesão continua baixa. A cobertura vacinal em meninas de 9 a 14 anos atingiu 82%, enquanto a média no mundo é de 12%. A imunização de adolescentes mais velhos, com idades entre 15 e 19 anos, ainda é um desafio.

Em 2024, a pasta identificou que 7 milhões de jovens mais velhos – incluindo meninos – não tinham se vacinado contra o HPV. Em fevereiro desse ano, em uma tentativa de contornar a situação, foi lançada uma campanha de resgate vacinal para esse público-alvo, visando imunizar 2,95 milhões jovens de 121 municípios com menor adesão à vacina.

Mesmo assim, até o dia 21 de agosto, somente 106 mil adolescentes 15 e 19 anos tinham recebido a proteção, o que corresponde a 1,5% do público-alvo estimado em 7 milhões. São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os estados com o maior número de não imunizados.

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