Hotéis do PCC: Justiça condena 5 integrantes da facção por uso de imóveis na Cracolândia
Hotéis eram usados para prática de crimes como tráfico de drogas e exploração da prostituição, além de infrações ligadas ao tráfico
atualizado
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A Justiça de São Paulo (TJSP) condenou cinco pessoas ligadas à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) por utilizarem uma rede de hotéis na região da Cracolândia, no centro da capital paulista, para a prática de diversos crimes, como: tráfico de drogas e exploração da prostituição.
A decisão, baseada em uma denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi divulgada na quarta-feira (6/5).
Três dos réus foram condenados a 9 anos de prisão. Os outros dois foram condenados a 12 e 13 anos de reclusão, respectivamente, todos em regime fechado. Eles foram indiciados por organização criminosa e tráfico de drogas — um deles também respondeu por lavagem de dinheiro e outro por manutenção de casa de prostituição.
Hotéis do PCC
Segundo o texto da sentença, os condenados integravam o chamado núcleo dos hotéis do PCC, setor que fazia a exploração de estabelecimentos usados como pontos de apoio para atividades ilícitas na região da Cracolândia. Os imóveis também eram usados como pontos de armazenamento e comercialização de entorpecentes, além de ponto de ocultação de recursos da facção.
As apurações indicaram, ainda, que parte dos hotéis funcionava como fachada para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, além de oferecer abrigo a integrantes da organização e outros criminosos.
A estrutura foi revelada pela Operação Salus et Dignitas, deflagrada em agosto de 2024 pelo MPSP, governo do Estado, pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Receita Federal e pelo Ministério Público do Trabalho.
