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Advogados fake ligados ao PCC usavam iPhones avaliados em R$ 10 mil
A Polícia apreendeu dois Iphones 17 pro max, avaliados em mais de R$ 10 mil, além de R$ 20 mil em espécie, durante a Operação Causa Ganha
atualizado
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Durante a Operação Causa Ganha, que investiga, em todo o país, a atuação criminosa de uma quadrilha no chamado “golpe do falso advogado”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (7/5), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu dois Iphones 17 Pro max, avaliados em mais de R$ 10 mil cada, além de R$ 20 mil em espécie, na casa de um dos membros do esquema.
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão, por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraude (DCV/CORF). Seis deles no estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente, enquanto os outros dois foram executados em Fortaleza, no Ceará.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e se passavam por advogados ou representantes legais das vítimas. Com informações falsas sobre supostas liberações de valores judiciais, os suspeitos convenciam as vítimas a realizar transferências bancárias para “pagamento de taxas processuais” e custas inexistentes.
“As investigações apontaram que eles se passavam por advogados e representantes legais das vítimas e informavam falsamente a liberação de valores judiciais induzindo a realizarem essas transferências bancárias sob pretexto de pagamento de taxas”, completou o delegado Dário Freitas.
Fraudes investigadas
Nas diligências, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares, computadores e diversos dispositivos eletrônicos que eram utilizados nas fraudes investigadas.
As autoridades informaram, ainda, que os suspeitos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo. Em São Vicente, um dos suspeitos foi preso durante as buscas por porte de drogas.
Além disso, a apuração identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, bem como o uso de contas bancárias de terceiros para ocultação e pulverização dos valores obtidos ilegalmente.
A operação contou com o apoio das polícias Civil de São Paulo (PCSP) e do Ceará (PCCE). Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, falsa identidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
De acordo com a PCDF, as investigações continuam com a análise do material apreendido. O objetivo é identificar outros integrantes da organização criminosa, além de possíveis novas vítimas do esquema.
Ligação com PCC
Durante uma das ações de busca e apreensão, os policiais civis encontraram, na casa de um dos investigados, um símbolo usada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.
Além do desenho na residência do suspeito, outros muros próximos também apresentavam a mesma simbologia. O Yin Yang já foi considerado um dos principais símbolos usados pelo PCC, ao lado do número 1533.
Segundo investigadores, o uso da marca tem diminuído nos últimos anos, principalmente no Distrito Federal, devido ao receio de identificação e prisão por ligação com a facção.
