Homem que matou a própria mãe por herança é condenado a 27 anos
Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, matou a mãe, Márcia Lanzane, 44, por estrangulamento em dezembro de 2020. Ele foi preso em julho de 2024
atualizado
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Bruno Eustáquio Vieira, de 27 anos, acusado de matar a própria mãe, Márcia Lanzane, 44, para pegar a herança, foi condenado a 27 anos de prisão pelo Tribunal do Júri no Guarujá, litoral sul de São Paulo, em sessão realizada na quinta-feira (16/4).
Ele foi condenado pelos crimes de homicídio, com agravantes de motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, pegou mais seis meses de detenção por fraude processual.
No plenário, o promotor Rui Felipe Buchmann, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) destacou que o crime foi premeditado e motivado por interesses financeiros.
Segundo a investigação, a mãe de Bruno já havia custeado a formação universitária do filho, além de ter comprado uma motocicleta para ele. No entanto, ele continuava a exigir dinheiro, bens e o pagamento de um novo curso superior.
Além disso, Bruno pressionava a mãe a vender ou alugar a casa da família para se mudar para uma região mais valorizada, pois teria vergonha do bairro em que moravam, o que era motivo frequente de conflito entre os dois.
Testemunhas também afirmaram que, na época, o jovem começou a sair com amigos de alto poder aquisitivo e a frequentar festas e restaurantes caros.
Foi por conta das recusas de Márcia que o réu decidiu matar a própria mãe, com o intuito de receber a herança e outros valores de seguros.
Conforme apurado pelos investigadores, Bruno atacou a mãe dentro da casa onde viviam. Ele a derrubou no chão e a esganou até a morte, às 21h17 do dia 21 de dezembro de 2020.
No dia seguinte, ele tentou simular surpresa ao encontrar o corpo da mãe, além de ter alterado a cena do crime para dificultar a investigação ao esconder os equipamentos de gravação do circuito interno da casa.
Bruno foi preso no dia 8 de julho de 2024, em Belo Horizonte, Minas Gerais, após três anos foragido.
