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São Paulo

Homem é preso por cárcere privado e estupro de mulher em chácara em SP

Vítima ficou uma semana sem acesso a celular e às chaves do imóvel. Ela apresentava hematomas e precisou ser encaminhada a um hospital

28/10/2026 17:57
Polícia Militar/Reprodução
Homem é preso por cárcere privado e estupro de mulher em chácara em SP

São Paulo — Um homem identificado como Valter foi preso em flagrante em Suzano, na Grande São Paulo, suspeito de manter uma mulher em cárcere privado, agredi-la e obrigá-la a manter relações sexuais. Segundo o registro policial, acessado pelo Metrópoles, a vítima, identificada como Kathia, afirmou ter permanecido por cerca de uma semana em uma chácara onde convivia com o suspeito, sem acesso ao próprio celular nem às chaves do imóvel.

Ainda segundo a Polícia Militar (PM), as equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência de possível cárcere privado em uma área de chácaras. No local, Kathia contou que conheceu Valter pela internet e passou a morar com ele na propriedade cerca de uma semana antes.

A mulher disse que conseguiu escapar quando o suspeito se distraiu. Ela pulou o muro da chácara e procurou ajuda em uma propriedade vizinha, cujos moradores acionaram a polícia.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais fizeram buscas e encontraram Valter escondido em um dos banheiros. Segundo o boletim, Kathia apresentava lesões aparentes, incluindo hematomas no rosto e na região dos seios.

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Vítima relatou agressões e estupro

À Polícia Civil, a mulher afirmou ter sofrido agressões físicas durante o período em que permaneceu na chácara, como tapas no rosto e chutes no abdômen, na região genital e nas pernas.

A vítima também disse ter sido ameaçada de morte e obrigada a consumir cocaína e bebidas alcoólicas. Segundo o registro, ela afirmou que foi obrigada a manter relações sexuais com Valter, além de sofrer pressão psicológica e ameaças, e que cedeu para evitar novas agressões.

Kathia foi levada pela PM ao Hospital Maternidade de Suzano, onde permaneceu em observação. Foram solicitados exames de corpo de delito e sexológico.

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Durante a vistoria no imóvel, os policiais encontraram 16 invólucros com cocaína — cerca de 3,9 gramas. Valter assumiu a propriedade da substância e disse que a droga seria para consumo do casal, mas negou, no entanto, ter mantido a mulher em cárcere privado ou cometido as agressões relatadas por ela.

Os policiais também informaram ter encontrado um notebook danificado pertencente à vítima e descartado em um saco de lixo. O equipamento, no entanto, não foi apreendido, pois não foi apresentado pela equipe policial.

Suspeito negou as acusações

Em depoimento, Valter apresentou uma versão diferente da relatada pela mulher. Segundo o registro, ele afirmou que Kathia teria provocado lesões em si mesma para prejudicá-lo e negou tê-la impedido de sair da propriedade, agredido ou obrigado a manter relações sexuais.

A mãe dele também prestou declarações à polícia. Ela relatou que o relacionamento do casal era conturbado, com brigas frequentes, e disse que o filho havia encaminhado a um advogado capturas de tela de mensagens atribuídas à mulher. Nas conversas, segundo a mãe, Kathia teria dito que pretendia prejudicá-lo.

O delegado responsável pelo caso afirmou que as mensagens devem ser analisadas posteriormente e que, naquele momento, elas não eram suficientes para afastar os relatos da vítima e os demais elementos reunidos pela polícia.

A prisão em flagrante foi decretada, e Valter será indiciado pelos crimes de lesão corporal, constrangimento ilegal, ameaça, cárcere privado qualificado e estupro. O documento também registra a apreensão da cocaína.