Operação Heisenberg: produtora de metanfetamina em SP é alvo do Denarc
Cerca de 280 policiais civis cumprem 60 mandados de prisão e 101 ordens judiciais de busca e apreensão na chamada Operação Heisenberg

São Paulo — O Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) deflagrou, nesta terça-feira (17/12), uma das maiores operações do país contra uma máfia envolvida na produção de metanfetamina — droga sintética que é popularmente conhecida como “cristal”.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), cerca de 280 policiais civis cumprem 60 mandados de prisão e 101 ordens judiciais de busca e apreensão — a maioria na área central de São Paulo e na região metropolitana.
Fotos feitas pelos agentes do Denarc mostram grandes quantidades de dinheiro em espécie, incluindo dólares, papelotes da droga, passaportes e aparelhos de celular.
Entre os alvos estão 32 chineses, 17 brasileiros, quatro nigerianos, quatro mexicanos, dois portugueses e um colombiano, informou o Denarc.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA operação foi batizada de Heisenberg porque faz referência ao personagem principal da série de TV Breaking Bad, um professor de química que criou um império de metanfetamina.

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Conforme as investigações, o bando alvo da operação contava com a participação de integrantes de uma facção criminosa atuante no Brasil. A SSP não informou qual seria a facção, mas sabe-se que o Primeiro Comando da Capital (PCC) domina o mercado de ilícitos em São Paulo.
As investigações tiveram início ainda neste ano. Em junho, na primeira fase, seis pessoas foram presas e dois quilos de metanfetamina, apreendidos. Mais diligências mostraram aos agentes do Denarc as ramificações da quadrilha.
Segundo a corporação, os envolvidos são investigados pela produção, distribuição e comercialização do estimulante sintético a partir de São Paulo.
Os membros do grupo criminoso foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos conexos.
Além do Denarc, a operação conta com o apoio de policiais do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).











