Eleição 2026

Haddad lança livro em SP e pede mobilização contra a extrema-direita

As declarações de Fernando Haddad, com forte cunho político, foram dadas durante o lançamento do livro “Capitalismo Superindustrial”, em SP

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida mostra Fernando Haddad durante participação em podcast. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Fernando Haddad durante participação em podcast. Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu, neste sábado (7/2), durante o lançamento de um livro em São Paulo, a mobilização da sociedade contra a extrema-direita e a favor da democracia.

As declarações do chefe da equipe econômica, com forte cunho político, foram dadas durante o lançamento do livro “Capitalismo Superindustrial” (Editora Zahar), no Sesc 14 Bis, na capital paulista.

Haddad participou de uma mesa de debate com o cientista político Celso Rocha de Barros e a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz.

O que disse Haddad

Durante o evento, o ministro da Fazenda fez uma comparação entre o livro lançado neste sábado e uma obra anterior do próprio Haddad, escrita na década de 1990, na qual ele projetava uma crise do neoliberalismo e apontava uma falta de reação da esquerda à ascensão da extrema-direita.

“Por que esse livro é mais otimista? Porque a extrema-direita já ascendeu. E eu não acredito que a humanidade vai ficar parada”, disse Haddad.

“Então, é um otimismo mitigado por uma esperança de que a gente se mobilize contra a extrema-direita e faça alguma coisa útil das nossas vidas”, completou o ministro.

Segundo Haddad, a maior razão para alguém entrar na política é “encontrar caminhos” para uma sociedade menos desigual, e não para “se sair bem com todo mundo”.

“Quanto mais poder se acumula, mais distante você fica desse tipo de assunto. Você pode notar, é natural que você busque proteção. É tanta porrada: da esquerda, direita, de cima, debaixo e de dentro”, prosseguiu Haddad.

“Então, não é recomendável (escrever um livro como esse). Mas não é recomendável para uma pessoa que não entrou para a política com os meus compromissos. Eu não conseguiria sair deste cargo sem publicar este livro, porque a razão pela qual se entra na política é tentar encontrar caminhos. Não é sair bem com todo mundo. Não dá. Ainda mais em um país como o Brasil.”

Revisão de estudos anteriores de Haddad

O novo livro traz uma espécie de revisão de estudos de mestrado e doutorado de Fernando Haddad, nos anos 1980 e 1990. A obra atualiza algumas teses sobre o capitalismo. Haddad relaciona o conceito de “capitalismo superindustrial” com aspectos mais contemporâneos do pensamento progressista.

O livro aborda os caminhos buscados por diversos países para a construção de uma visão moderna do capitalismo, em meio a uma série de desafios inerentes ao mundo contemporâneo.

“Papel a cumprir” em SP

Haddad, que participou na véspera do evento de comemoração pelo aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA), vem sendo pressionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por amplos setores do PT para disputar um cargo nas eleições de outubro deste ano.

Na última quinta-feira (5/2), em entrevista ao UOL, o próprio Lula foi enfático ao afirmar que tanto Haddad quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) – hoje também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – “têm um papel a cumprir” nas eleições em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo, eles sabem. A Simone (Tebet) também tem um papel para cumprir, também não conversei com ela”, afirmou Lula.

O nome de Haddad vem sendo apontado como o preferido de Lula e do PT para a disputa pelo governo de São Paulo – o presidente precisa de um palanque forte no estado em sua investida pela reeleição ao Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda também é cotado para uma das vagas ao Senado.

Haddad declarou, em diversos momentos, que não pretende se candidatar a nenhum cargo em outubro. Ele deseja contribuir com o programa de governo da campanha de Lula à reeleição.

O atual ministro da Fazenda disputou – e perdeu – as eleições de 2016 (prefeitura de São Paulo), 2018 (Presidência da República) e 2022 (governo do estado).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?