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Eleições 2026São Paulo

Haddad defende Marina e Tebet de ataques de Tarcísio: "Sem endereço em SP"

Durante agenda voltada ao eleitorado feminino, Fernando Haddad criticou Tarcísio por ataques a Tebet e Marina: "Nem sabe o que é São Paulo"

Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
Haddad defende Marina e Tebet de ataques de Tarcísio: “Sem endereço em SP”

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, defendeu neste domingo (27/9) as candidatas de sua chapa ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), dos constantes ataques praticados por seu adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dos postulantes ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), pelo fato de elas não serem de São Paulo.

“O Tarcísio e os dois candidatos dele a senador, em vários momentos, ofenderam a Marina e a Simone. Eles ofenderam dizendo, imagina o Tarcísio, que nem sabe o que é São Paulo até hoje, dizer que a Marina e a Simone são forasteiras. Olha quem está falando”, afirmou Haddad.

A declaração foi feita na manhã deste domingo, durante ato em frente à Catedral da Sé. A agenda, chamada “Juntas com Haddad e Lula”, foi um gesto explícito na direção do eleitorado feminino. Pouco antes, ele havia participado na catedral de uma missa em homenagem à jornalista e ativista dos direitos humanos torturada pela Ditadura Amelinha Teles, que morreu na última terça-feira (22/9) aos 81 anos.

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O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9) acompanhado da esposa, Ana Estela.
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9) acompanhado da esposa, Ana Estela, da vice-primeira-dama Lu Alckmin e da candidata ao senado Simone Tebet (PSB)
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9) acompanhado da esposa, Ana Estela.
Ana Estela Haddad fez discurso a eleitores na Praça da Sé neste domingo (27/9)
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9)
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O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9)

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Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9) acompanhado da esposa, Ana Estela, da vice-primeira-dama Lu Alckmin e da candidata ao senado Simone Tebet (PSB)
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O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) acompanha missa na Catedral da Sé neste domingo (27/9) acompanhado da esposa, Ana Estela, da vice-primeira-dama Lu Alckmin e da candidata ao senado Simone Tebet (PSB)

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Ana Estela Haddad fez discurso a eleitores na Praça da Sé neste domingo (27/9)
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Ana Estela Haddad fez discurso a eleitores na Praça da Sé neste domingo (27/9)

Rodrigo Tammaro/Metrópoles

Como havia feito em agenda ao lado de Lula nesse sábado (26/9), Haddad disse que quem não é de São Paulo é Tarcísio — que é carioca. “O cara até hoje não tem um endereço fixo no estado de São Paulo. Nem vai ter, porque nós vamos despachar ele para Brasília”, disse.

Haddad falou rapidamente ainda sobre a polêmica envolvendo a fake news sobre Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que teria prometido tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil — Flávio nega e diz que isso é um boato.

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“Agora essa semana chegou no auge de todas as ofensas. Até a mãe de Cristo não escapou do bolsonarismo no Brasil. É de uma indignidade, de um desrespeito. Éé nojento o que esses caras fazem com a fé das pessoas, com a dignidade das pessoas”, disse Haddad neste domingo.

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Haddad participou do ato na Sé ao lado da esposa, Ana Estela Haddad, de Tebet, Marina, além de entidades religiosas e organizações em defesa das mulheres. Ele também citou o aumento da violência contra as mulheres. “Esse que é o nosso problema, essa agressão contra as mulheres, essa agressão racial que nós estamos vendo crescer em São Paulo, ela está vindo de quem nos governa e que não respeita a maioria do povo brasileiro. Porque a maioria do povo brasileiro é de mulheres e negros, e eles não respeitam nem uma comunidade nem a outra. Então é muito grave o que eles estão fazendo”, disse.

Provocações na véspera

Haddad tem aparecido em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, lideradas pelo atual governador, Tarcísio de Freitas — que pode, inclusive, vencer no primeiro turno, de acordo com alguns levantamentos. Durante agenda ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste sábado, o ex-ministro da Fazenda provocou o adversário.

“Nós vamos reeleger o presidente Lula no dia 4 de outubro e nós vamos realizar o sonho do Tarcísio. Ele quer ir para casa, ele quer ir para Brasília, e nós vamos realizar o sonho dele”, disse o petista. “Vamos mandar o Tarcísio para Brasília ou para o Rio de Janeiro [Tarcísio é carioca], onde ele preferir.”

Ao citar Brasília como “casa” de Tarcísio, Haddad faz referência ao imóvel no Distrito Federal declarado pelo governador no registro da campanha junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao uso do endereço do Palácio dos Bandeirantes, sede e residência oficial do governo paulista, por seus filhos para a abertura de uma empresa.