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São Paulo

Hackers acessam dados de pacientes do Einsten, que monitora vazamentos

Hospital afirma não ter evidências de que os dados dos pacientes tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria

08/10/2026 16:31
Divulgação/Hospital Albert Einstein
Foto colorida da Unidade do Hospital Albert Einstein em Perdizes - Metrópoles

Em agosto deste ano, o Einstein Hospital Israelista, localizado em São Paulo, foi vítima de um ataque cibernético que conseguiu acessar e obter uma parte da base de dados de pacientes. O caso veio a público somente nessa quarta-feira (7/10).

Em nota, o hospital afirmou que não foram identificadas evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria, e que “ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos”.  O Einstein também afirmou que o monitoramento de um possível vazamento destes dados permanece ativo e será mantido de forma contínua.  

“A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi devidamente comunicada, em conformidade com a legislação vigente, e o caso também foi formalmente levado à Polícia Federal e está sendo investigado”, dizia o texto.

Tema dos vazamentos

Parte dos dados acessados corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação. As informações são de natureza pessoal com registros cadastrais incluindo nome, CPF e/ou data de nascimento e podem conter dados de saúde como prescrições médicas e resultados de exames.

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“O tema está sendo tratado com a máxima prioridade, tendo como principal preocupação o apoio aos pacientes afetados e a revisão contínua dos mecanismos de proteção de dados e de segurança da informação. Uma estrutura foi montada para atender e tirar dúvidas dos titulares que tiveram seus dados acessados indevidamente e que estão recebendo a comunicação por e-mail”, dizia um trecho da nota.

Ações do hospital

O hospital contratou peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos para monitorarem o caso.

Os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail e o hospital diz agora focar “na identificação e na caracterização dos dados acessados, que estão armazenados de forma fragmentada e em bases de informação descentralizadas”.