Greve em SP: Ferroviários dão prazo de 1h para proposta de Tarcísio
Lideranças da categoria afirmaram que Tarcísio "pode acabar com essa greve hoje", e que decisão "está nas mãos do governador"

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil deu o prazo de uma hora para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dar uma resposta às demandas feitas pela categoria, em greve desde a manhã desta terça-feira (4/8). No momento, três linhas do sistema ferroviário paulista estão parcialmente paralisadas.
Em um discurso durante evento público na sede dos sindicalistas, um dos diretores do movimento, Luís Barbosa Neto Júnior, deu o ultimato ao governador, que termina por volta das 18h45.
“Uma hora para que o governador Tarcísio de Freitas nos chame para uma conversa e para uma proposta que atenda aos anseios da categoria”, afirmou Luís. “Nós precisamos de garantia do emprego dos trabalhadores da CPTM.”
Os líderes do movimento também reforçaram que, “caso ele [Tarcísio] queira acabar essa greve hoje, ele pode fazer a proposta”, e que a decisão “está nas mãos” do governador.

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Na manhã desta terça-feira, o governador de São Paulo criticou a paralisação das três linhas pelos ferroviários. Em nota publicada nas redes sociais, Tarcísio afirmou que a paralisação “é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, acrescentou o governador.
“Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”, completou Tarcísio.
Greve
Por conta da greve dos ferroviários, o governo de São Paulo acionou um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação, que atinge as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
Por volta das 17h, a Linha 11-Coral estava com operação parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funcionava em operação parcial entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade, ao final da tarde, passou a funcionar entre as estações Aeroporto Guarulhos e Engenheiro Goulart.
Por conta dos impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos nesta terça e, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito já estava acima da média às 6h, principalmente na região da zona leste da capital paulista, que é a mais atingida pela greve.
Segundo o governo de São Paulo, 128 ônibus gratuitos do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados para atender os passageiros nas estações Estudantes e Corinthians-Itaquera, da Linha 11, São Miguel Paulista e Calmon Viana, da Linha 12, e Aeroporto de Guarulhos e Engenheiro Goulart, da Linha 13.
Já o Metrô de São Paulo antecipou a abertura das estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.
A CPTM informa que a greve não atinge as demais linhas de trem, como a 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, todas concedidas à iniciativa privada. A Linha 10-Turquesa, operada pela companhia, também não foi afetada pela paralisação.
O que diz a CPTM
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.
















