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São Paulo

Com greve da CPTM, estação de metrô lota e passageiros atrasam 4h

Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam de forma parcial. Sindicato reivindica reestatização e garantia de empregos

05/08/2026 07:03, atualizado 05/08/2026 07:10
Leonardo Amaro/Metrópoles
Imagem colorida mostra fila de passageiros em Itaquera. Metrópoles

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo, continua afetando passageiros nesta quarta-feira (5/8). A estação Itaquera, na zona leste da cidade, ficou lotada durante a manhã.

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Greve da CPTM afeta passageiros na estação Itaquera, zona leste de São Paulo
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Com a operação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, outras linhas do sistema sobre trilhos também foram impactadas. Em Itaquera, que faz parte da linha 11 e também da linha 3-Vermelha, avisos sonoros informaram aos passageiros que o embarque pelas catracas da CPTM também era possível. Ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foram acionados.

O passageiro Damácio Felix Vieira, de 37 anos, trabalhou durante a madrugada e disse ao Metrópoles que levou cerca de quatro horas para concluir o trajeto do trabalho até em casa, no distrito de São Miguel Paulista, com uma sequência de baldeações e viagens de ônibus. Normalmente, o transporte dura aproximadamente duas horas. “Foi uma agonia. Atrapalhou geral.”

Já a passageira Edna, 62, relatou à reportagem que chegou 4h30 atrasada no trabalho. Ela mora em Artur Alvim e trabalha próximo à estação Jundiapeba, em Mogi das Cruzes.

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Na linha 11-Coral, o funcionamento acontece entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na 12-Safira, entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Já na 13-Jade, os trens estão circulando entre Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Guarulhos com maiores intervalos.

Rodízio segue suspenso

O rodízio municipal de veículos está suspenso durante todo o dia. A restrição deixa de valer tanto no período da manhã, das 7h às 10h, quanto à tarde, das 17h às 20h, para veículos com placas de finais 5 e 6.

A greve foi mantida após mais uma rodada de negociações sem acordo entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) e o Governo de São Paulo. Os ferroviários reivindicam uma garantia formal de manutenção dos empregos dos funcionários da CPTM e marcaram uma nova assembleia para as 17h desta quarta-feira, quando voltarão a discutir o futuro da greve.

Entenda a greve

O Sindicato dos Trabalhadores decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite de terça-feira (4/8). Lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil. O encontro terminou sem acordo entre as partes.

Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.

Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.

Falhas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade

Na madrugada do dia 23 de julho, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo, foi interrompida devido a uma falha provocada por ocorrência de fogo em um trem. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.

O serviço nas três linhas, além do Expresso Aeroporto, havia sido assumido pela concessionária Trivia Trens dois dias antes. Desde então, ao menos seis falhas no serviço foram registradas.

Os problemas começaram na inauguração, em duas estações que, anteriormente, eram administradas pela CPTM, empresa estatal. No dia 22, a estação Brás estava com funcionamento reduzido e ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação. A Barra Funda também teve funcionamento reduzido, tendo um dos trens em operação esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.

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Mais tarde, no mesmo dia, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação da 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, e atuasse em conjunto com a Trivia Trens.

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Passageiros andam nos trilhos após falha que interrompeu operação nas linhas 11, 12 e 13 de trens
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Falta de energia afeta operação das linhas 11, 12 e 13 de trens; na foto, pessoas caminham nos trilhos na estação Tatuapé
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Falta de energia afeta operação das linhas 11, 12 e 13 de trens; na foto, pessoas caminham nos trilhos na estação Tatuapé

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Em nota enviada ao Metrópoles, na ocasião, a concessionária pediu desculpas pelos transtornos provocados aos passageiros e afirmou sempre ter cumprido todas as suas obrigações contratuais “de forma estruturada, transparente e cooperativa”. “A concessionária reafirma seu compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram às ocorrências e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos”, disse.