SP sanciona lei que fornece protetores auriculares a alunos autistas
Lei que autoriza fornecimento de protetores auriculares para estudantes com TEA na rede estadual entrou em vigor nesta terça (10/2)

O governo de São Paulo sancionou, nesta terça-feira (10/2), uma lei que autoriza o fornecimento de protetores auriculares para alunos autistas — com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — matriculados na rede estadual de ensino.
A legislação, que já está em vigor, permite a disponibilização do Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como recurso de tecnologia assistiva, adequados à redução de estímulos auditivos, contribuindo para a permanência, a participação e o desenvolvimento dos estudantes no ambiente escolar. O texto também autoriza o Poder Executivo paulista a firmar parcerias com instituições especializadas, organizações da sociedade civil e empresas privadas para viabilizar a aquisição e a distribuição dos equipamentos.
O chefe da Secretaria de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, classificou a sanção da lei como um avanço na construção de uma educação pública verdadeiramente inclusiva. “Para estudantes com autismo, o excesso de estímulos sonoros pode comprometer o bem-estar e a aprendizagem. Ao autorizar o fornecimento de protetores auriculares, ampliamos as condições para que esses alunos participem plenamente da rotina escolar, com mais autonomia, conforto e dignidade.”

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Ver todasVetos do governador ao projeto
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) vetou parcialmente o projeto, excluindo dois dispositivos: o artigo 2º, que estabelecia regras operacionais, como a exigência de laudo médico e critérios de execução, foi vetado por invadir competência do Poder Executivo, responsável por definir a forma de implementação das políticas públicas. Já o artigo 5º, que tratava de dotações orçamentárias, foi vetado porque a execução da medida não implica a criação de novas despesas. O fornecimento dos protetores auriculares poderá ser realizado com recursos e normas já existentes, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola Paulista (PDDE Paulista), que contempla a aquisição de recursos de tecnologia assistiva para estudantes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPPresidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a deputada Andréa Werner (PSB), comentou a sanção da medida. “Os protetores auriculares não deixam de ser uma medida válida para reduzir a hipersensibilidade sonora, mas há toda uma série de adaptações no ambiente escolar que ainda precisam ser feitas pelo Estado para a inclusão ser, de fato, uma realidade.”
A parlamentar também cobrou ações da gestão estadual em relação às mudanças na contratação de profissionais responsáveis por auxiliar estudantes com TEA e outras deficiências dentro das salas de aula da rede estadual, os chamados “Profissionais de Apoio Escolar para Atividades Escolares”, ou PAE-A. ” Professores auxiliares, por exemplo, essenciais para o aprendizado de crianças e adolescentes autistas com maior grau de suporte, têm sido cortados da rede estadual sem que haja reposição deles, e isso quebra vínculos, continuidade do trabalho e, por consequência, a inclusão desse público”, complementou.

















