SP tem 10 dias para explicar viabilidade de ar-condicionado em escolas

Justiça deu 10 dias para Governo e Prefeitura de SP se manifestarem sobre a viabilidade de instalação de ar-condicionado em escolas públicas

atualizado

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Governo de SP/Divulgação
Foto colorida de sala de aula repleta de alunos em escola estadual de São Paulo. Enem, aprendizagem - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de sala de aula repleta de alunos em escola estadual de São Paulo. Enem, aprendizagem - Metrópoles - Foto: Governo de SP/Divulgação

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital e o governo do estado se manifestem sobre a viabilidade de instalação de ar-condicionados nas escolas das redes municipal e estadual.

As gestões têm 10 dias, a partir desta segunda-feira (10/3), para responder à demanda.

A decisão é assinada pela juíza Paula Michelletto e acontece no âmbito de um processo movido por parlamentares do PSol na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa.

Na petição, eles apontam que o aumento da temperatura média em razão das mudanças climáticas não foi acompanhado pela adaptação das escolas da rede pública, o que tem prejudicado o aprendizado dos alunos.

Os parlamentares pedem que as administrações sejam obrigadas a adotar medidas para combater o calor, como instalar ventiladores e ar-condicionados. Segundo o processo, somente 595 das 5.077 escolas estaduais são equipadas com ar-condicionado.

Conforme noticiado pelo Metrópoles, no início de março, as escolas técnicas de São Paulo, as Etecs e Fatecs, precisaram substituir uma semana de aulas presenciais por remotas em razão de uma onda de calor.

Um ofício publicado pelo sindicato dos trabalhadores sinalizava para a falta de ar-condicionado e ventiladores em laboratórios e problemas no acesso à água nessas instituições.

Outro lado

Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de São Paulo confirmou o recebimento da notificação judicial e disse que responderá dentro do prazo estabelecido.

A gestão municipal também disse que “desde 2020, foram investidos mais de R$ 2,3 bilhões nas unidades educacionais, por meio do Programa de Transferência de Recursos Financeiros (PTRF). Com a verba do PTRF, as escolas municipais possuem autonomia para aquisição de equipamentos de refrigeração de ambiente”.

Já o governo do estado de São Paulo disse que ainda não foi intimado da decisão e está à disposição do  Tribunal de Justiça. Por meio da Secretaria de Educação, o estado diz que “trabalha na ampliação da climatização em toda a rede estadual”.

Segundo a gestão, “foram investidos R$ 350 milhões em reformas para adequação da infraestrutura elétrica, além da compra e instalação de equipamentos de ar-condicionado. Em 2023, apenas nove unidades contavam com ar-condicionado em todas as salas de aula. Hoje, esse número subiu para 736, ou seja, um aumento de mais de 80 vezes. Até o fim do ano, mais 320 escolas serão beneficiadas, totalizando mais de mil unidades climatizadas e em pleno funcionamento”.

 

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