Golpe do falso juiz: quadrilha que se passava por autoridades é presa
Investigação em Rio Claro, no interior de São Paulo, identificou criminosos que induziam vítimas a fazer pagamentos de supostas fianças
atualizado
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Uma investigação da Polícia Civil de Rio Claro, no interior de São Paulo, desarticulou nessa terça-feira (23/9) uma organização criminosa que aplicava o golpe do “falso juiz de direito”. Duas pessoas foram presas e oito foram indiciadas por envolvimento na organização criminosa.
Os criminosos se apresentavam como autoridades públicas — promotores de Justiça, delegados de polícia e juízes de direito — e induziam as vítimas a fazer transferências de supostas fianças.
A investigação teve início no final de abril de 2025, quando uma mulher que estava no plantão policial recebeu ligação telefônica de um indivíduo que se passou por juiz. Ele orientou a vítima a enviar uma mensagem e, após o contato, solicitou o pagamento de R$ 1.000 para a suposta liberação de fiança. No momento do golpe, o filho da vítima estaria sendo autuado em flagrante.
Prisão preventiva
- Os agentes rastrearam oito integrantes da organização criminosa que aplicava o golpe do “falso juiz de direito”. Todos os envolvidos são do estado do Ceará.
- A Polícia Civil também identificou que o grupo mantinha uma rede de contas bancárias usada para distribuir os valores recebidos e dificultar o rastreamento.
- Oito pessoas foram indiciadas por envolvimento em organização criminosa voltada à prática de estelionato qualificado.
- Dois dos principais envolvidos foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Ceará.
