Com foco nas eleições, Gilberto Kassab deixa governo Tarcísio
Gilberto Kassab deixa o cargo de secretário de Governo de São Paulo para se dedicar às articulações eleitorais do seu partido, o PSD
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (25/3) sua saída do cargo de titular da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da administração Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Diante das intensas atividades nos campos partidário e eleitoral que se apresentam no calendário político de 2026, com eleições para presidente, governadores, senadores e deputados em outubro, a minha atuação como secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo torna-se incompatível com minha atividade política e eleitoral neste período. Desta forma, deixo o secretariado do governador Tarcísio de Freitas, que tive a honra de integrar desde o primeiro dia de seu mandato”, escreveu.
Kassab vive um momento de definição da candidatura de seu partido à Presidência da República. Após a desistência do então favorito à vaga, o governador Ratinho Jr., do Paraná, a escolha ficou entre os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Enquanto o primeiro se reuniu com Kassab na manhã dessa terça-feira (24/3), o segundo esteve com o cacique nesta quarta-feira (25/3). Kassab diz que espera bater o martelo até o fim do mês.
Na postagem, o político relembrou a decisão de apoiar a candidatura de Tarcísio em 2022. “O êxito alcançado em todos os setores ao longo desses quatro anos credencia o governador e seu governo a postular uma recondução, que tem o apoio do PSD, como ocorreu quando da sua eleição”, afirmou.
A saída de Kassab ocorre em meio a tensões com Tarcísio devido à escolha de vice em sua chapa, que era pleiteada pelo presidente do PSD. No entanto, Felício Ramuth (PSD) deverá ser mantido no cargo. Nos bastidores, Ramuth admite que pode deixar o partido para permanecer na vaga. O Metrópoles mostrou que o próprio Tarcísio chegou a articular para que o auxiliar migrasse para o MDB.
Aliados de Kassab vinham especulando que a eventual saída do cacique da gestão Tarcísio antes de 4 de abril, data limite para desincompatibilização do cargo para a disputa das eleições, poderia significar que ele ainda nutria esperança de ser candidato. A interlocutores, o presidente do PSD tem negado que será candidato.
