GCM vai responder por tentar matar funkeiro e mentir em depoimento

Funkeiro MC Joninhas e um amigo foram alvos de ao menos sete tiros enquanto conversavam com o irmão do artista em frente a condomínio de SP

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Foto colorida de homem pardo, olhando de lado em ambiente fechado e claro - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de homem pardo, olhando de lado em ambiente fechado e claro - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes Sociais

São Paulo – O guarda civil metropolitano (GCM) aposentado Jorge Joaquim do Nascimento, de 63 anos (foto em destaque), vai responder por tentativa de homicídio e por mentir sobre as motivações que o levaram a atirar contra três rapazes, na noite de segunda-feira (22/7), no bairro Cidade Dutra, zona sul de São Paulo.

Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou ter ouvido a palavra “assalto” e, por isso, atirou. O crime foi registrado por uma câmera de monitoramento (assista abaixo), que desmente o aposentado.

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Artista voltava de partida de futebol, segundo irmão
Funkeiro e amigo foram alvo de ao menos sete tiros
MC foi ferido com tiro no joelho
GCM vai responder por tentar matar funkeiro e mentir em depoimento - imagem 5
GCM aposentado Jorge Joaquim do Nascimento, de 63 anos
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Artista voltava de partida de futebol, segundo irmão
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Artista voltava de partida de futebol, segundo irmão

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Funkeiro e amigo foram alvo de ao menos sete tiros
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Funkeiro e amigo foram alvo de ao menos sete tiros

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MC foi ferido com tiro no joelho
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MC foi ferido com tiro no joelho

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GCM aposentado Jorge Joaquim do Nascimento, de 63 anos
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GCM aposentado Jorge Joaquim do Nascimento, de 63 anos

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O crime

Como mostrado pelo Metrópoles, Jonas de Sousa, o MC Joninhas, de 29 anos, e um amigo dele conversavam com o irmão do funkeiro em frente ao condomínio onde moram, quando foram alvos de tiros.

O artista foi ferido no joelho esquerdo e segue internado, sem risco de morrer. Já o amigo dele, Anderson Lima, de 25, está em coma induzido, após ser atingido por quatro dos ao menos sete disparos feitos pelo guarda aposentado.

No primeiro registro oficial, com base no depoimento do atirador, o caso constava como tentativa de roubo de veículo, legítima defesa, disparo de arma de fogo e localização/apreensão de objeto.

Após o vídeo desmentir o relato do GCM aposentado, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, a partir desta quarta-feira (24/7), como tentativa de homicídio e denunciação caluniosa.

O Metrópoles apurou que o guarda sumiu do bairro logo após atirar contra as vítimas. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Depoimento do irmão do MC

O irmão do MC, o embalador Jonathan de Sousa, 30, afirmou ao Metrópoles que o aguardava, em frente ao condomínio onde ambos moram. O cantor estaria jogando futebol em uma quadra do bairro.

“Ele estava com uma moto e eu precisava dela para ir à academia. Fiquei esperando em frente ao prédio e vi o carro do guarda passando e parando na esquina.”

O MC e o amigo chegaram na sequência, cada qual em uma moto, parando-as em frente ao condomínio.

“Do nada, o GCM desceu do carro, a uns metros de distância, e começou a atirar, sem motivo nenhum. Só me abaixei e corri”, relembra Jonathan.

Vídeo

 

Versão do GCM

Em depoimento à Polícia Civil, o GCM aposentado afirmou ser dono de um mercadinho próximo ao local onde feriu as vítimas. Ele fechou o comércio, por volta das 21h, e foi de carro para casa — localizada no mesmo condomínio onde o MC mora –, acompanhado pela esposa.

“Ao se aproximar do portão escutou por diversas vezes ‘assalto, assalto’, visualizando três motocicletas no portão de seu condomínio”, aponta documento policial.

Ele, então, ainda segundo o depoimento, foi com seu carro alguns metros adiante, desembarcou, e deu “alguns disparos de arma de fogo” em direção aos amigos.

O guarda acrescentou que teria visto um dos alvos armado e que, por isso, se afastou do local “por temer por sua segurança”.

Nenhuma arma foi encontrada no local. Somente a usada pelo GCM aposentado foi apreendida pela polícia.

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