MC Joninhas vai para hospital após ser baleado por GCM aposentado
Funkeiro e amigo haviam saído de partida de futebol e pararam em frente de condomínio onde irmão do artista o aguardava

São Paulo – O cantor de funk Jonas de Sousa, 29 anos, o MC Joninhas, foi alvo de ao menos sete tiros, dados por um guarda civil metropolitano (GCM) aposentado, quando o artista voltava de uma partida de futebol com um amigo. O caso ocorreu por volta das 21h dessa segunda-feira (23/7), na zona sul de São Paulo.
O funkeiro segue internado, em observação. Seu amigo, Anderson Lima, 25, está em coma, após ser ferido com quatro tiros.
Em depoimento à Polícia Civil, o guarda Jorge Joaquim do Nascimento, de 63 anos, alegou acreditar que as vítimas estariam envolvidas em um assalto no bairro Cidade Dutra.
O irmão do MC, o embalador Jonathan de Sousa, 30, afirmou ao Metrópoles, na manhã desta terça-feira (23/7), que aguardava, em frente ao condomínio onde ambos moram, Joninhas voltar de uma quadra de futebol do bairro, onde costuma jogar.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“Ele estava com uma moto e eu precisava dela, para ir à academia. Fiquei esperando em frente ao prédio e vi o carro do guarda passando e parando na esquina”.
O MC e seu amigo chegaram na sequência, cada qual em uma moto, parando-as em frente ao condomínio.
“Do nada, o GCM desceu do carro, a uns metros de distância, e começou a atirar, sem motivo nenhum. Só me abaixei e corri”, relembra Jonathan.
O irmão dele foi ferido no joelho esquerdo, de acordo com o embalador, e Anderson ficou caído na rua, ainda consciente, baleado quatro vezes.

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Ver todasO guarda aposentado saiu do local logo em seguida.
Anderson foi levado por familiares com um carro, em estado grave, para o Hospital Pedreira. Ele está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em coma induzido, após ser submetido a uma cirurgia.
Ferido no joelho, o MC também segue internado, em observação, após também ser submetido a um procedimento cirúrgico, no Hospital Grajaú.
Versão do GCM
Em depoimento à Polícia Civil, o GCM aposentado afirmou ser dono de um mercadinho, próximo ao local onde feriu as vítimas. Ele fechou o comércio, por volta das 21h, e rumou de carro para casa, acompanhado pela esposa, no mesmo condomínio onde o MC também mora.
“Ao se aproximar do portão escutou por diversas vezes ‘assalto, assalto’, visualizando três motocicletas no portão de seu condomínio”.
Ele então, segue o depoimento, foi com seu carro alguns metros adiante, desembarcou, e deu “alguns disparos de arma de fogo” em direção aos amigos que conversavam.
O guarda acrescentou que teria visto um dos alvos dos tiros armado e que, por isso, se afastou do local “por temer por sua segurança”.
Nenhuma arma foi encontrada no local. Somente a usada pelo guarda aposentado foi apreendida pela polícia.
Imagens de câmeras
O Metrópoles apurou que câmeras do condomínio, assim como próximas ao ponto de onde o GCM atirou, teriam registrado a dinâmica do caso.
As imagens do prédio, porém, não foram localizadas, segundo familiares do MC. Eles desconfiam que, enquanto socorriam o artista, os registros foram retirados do sistema.
A Polícia Civil segue na procura de imagens, para checar a veracidade do teor dos depoimentos.
O guarda aposentado e o advogado que o acompanhou, durante seu depoimento na delegacia, não foram localizados pelo Metrópoles. O espaço segue aberto para manifestações.











