Após morte de Ganley, Balestrin posta sobre uso de insulina: “Letal”. Veja vídeo
Atleta de fisiculturismo e treinador, Julio Balestrini postou vídeo de despedida ao atleta de 22 anos que morreu nesse sábado (23/5)
atualizado
Compartilhar notícia

A morte do atleta de fisiculturismo Gabriel Ganley, de 22 anos, acendeu o debate sobre uso de anabolizantes entre competidores e até leigos da área. Em um relato de despedida, neste domingo (24/5), o bodybuilder e treinador Julio Balestrini resgatou uma conversa em que alertou o amigo sobre os riscos do uso de insulina como estratégia estética. No diálogo, ambos chamam o método de “letal”.
No vídeo (veja acima), Balestrin contou que estabeleceu limites na própria vivência e por isso não seria adepto de insulina com frequência, mas teria utilizado a substância apenas pontualmente. Na imagem, Ganley aparece surpreso e questiona a decisão do colega.
Então, Balestrin respondeu: “A questão de não querer usar esse mecanismo já entendendo o potencial, não só anabólico.” Em seguida, o próprio Ganley definiu: “Letal, né?!” O amigo treinador finalizou: “Eu não queria brincar com algo ali que eu pudesse, se eu errar, levar minha vida.”
Usada no tratamento de pessoas com diabetes para controlar os níveis de açúcar no sangue, a insulina também é utilizada por alguns fisiculturistas na tentativa de acelerar o ganho muscular e a recuperação pós-treino. Especialistas alertam, porém, que o uso sem indicação médica pode causar hipoglicemia grave, convulsões, coma e até morte.
Nas redes sociais, o médico Carlos Eduardo Viterbo, por exemplo, disse que a morte de Ganley não deve ser vista como um “caso isolado”, mas sim, como lição e reflexão. Para o especialista, o “uso desmedido de droga de performance para alcançar uma estética cada vez mais ‘sobre-humana’” deve ser condenado.
Inicialmente, Gabriel Ganley se destacou em competições como “atleta natural”. Contudo, no ano passado, ele revelou publicamente que havia começado a usar esteróides há cerca de dois anos. A causa do falecimento do jovem ainda não foi divulgada.
Na legenda da publicação, Balestrin evidenciou que Ganley tinha paixão pelo fisiculturismo. “Ele escolheu viver isso, mesmo sabendo dos riscos”, apontou. “Coragem é uma virtude. Sabedoria é entender até onde sua coragem se torna obsessão”, completou.
Fisiculturista foi encontrado morto
Encontrado morto nesse sábado (23/5), Ganley não respondia mensagens há dois dias, segundo a Polícia Civil de São Paulo. Amigos consideraram a situação incomum e foram ao apartamento, no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista, onde o jovem foi localizado caído no chão da cozinha.
O Metrópoles apurou que um colega teria dito à Polícia Militar (PM) que encontrou Ganley já sem respirar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte do fisiculturista.
A perícia foi realizada na residência e o laudo ficará pronto em cerca de 10 dias. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “não foram encontrados sinais aparentes de violência no local”.
Registrado como morte suspeita, o caso foi registrado pelo 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas, mas será investigado pelo 57º DP, na Mooca.
Luto por Gabriel Ganley
Gabriel Ganley treinava desde criança. A morte do atleta, que tinha mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram, gerou comoção entre fãs, amigos e famosos.
A empresa de suplementos Integralmedica, que patrocinava o jovem, publicou uma nota para lamentar a perda e prestar solidariedade à família.
“Hoje perdemos muito mais do que um atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente. Perdemos um influenciador do esporte que inspirava milhares de jovens diariamente com sua energia, disciplina e autenticidade”, destacou o texto.
No comunicado, a empresa afirmou, ainda, que “Ganley deixou sua marca por onde passou”, e que o carisma, a presença e a paixão pela vida “permanecerão vivos nas memórias de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e caminhar ao seu lado”.











