Gangue fratura nariz e mandíbula de adolescente em porta de escola
Adolescente de 15 anos foi atacado por gangue de aproximadamente 10 pessoas após ser acusado injustamente de agressão, diz a mãe do garoto
atualizado
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Um adolescente, de 15 anos, teve o nariz e a mandíbula fraturados após ser atacado por uma “gangue” na saída da Escola Estadual Professora Cláudia Dutra Viana, no Conjunto Habitacional Sítio Conceição, na região de Guaianases, zona leste de São Paulo.
O episódio aconteceu nessa segunda-feira (23/3), mas relatos indicam que brigas na frente da escola são frequentes. O grupo de agressores inclui alunos da instituição e também indivíduos maiores de idade.
A aluna que teria provocado as agressões foi expulsa e dois estudantes foram suspensos. Já o adolescente agredido deve ser transferido de turma. Os demais agressores não foram punidos por não serem alunos da escola.
Adolescente é atacado por gangue
O estudante que teve nariz e mandíbula fraturados está no 1º ano do ensino médio. Ele ingressou na instituição no mês passado, início do ano letivo, e não tinha tido qualquer desetendimento com os colegas desde então.
A mãe da vítima disse ao Metrópoles que uma aluna procurou a diretoria da escola para denunciar que teria sido empurrada pelo estudante. A direção chamou os dois adolescentes e mais alguns quem estava próximos dos dois na ocasião para conversar.
Ao verificarem as imagens do circuito de segurança, constataram que não houve empurrão ou qualquer agressão. Em seguida, todos foram liberados. Os pais e responsáveis não foram comunicados sobre o episódio.
A aluna que denunciou a suposta agressão teria acionado colegas de fora da escola por mensagem. Após o fim do período de aula, às 19h dessa segunda-feira, uma gangue de aproximadamente 10 pessoas atacou o adolescente no portão da escola.
“Os alunos relataram pra mim que a diretora e a coordenadora estavam no portão quando isso estava acontecendo e não fizeram nada. Aí, depois que meu filho estava todo sanguentado, que a população ajudou ele, principalmente a vizinha de frente, aí elas colocaram meu filho dentro do carro e levaram até o Hospital Cidade Tiradentes”, contou a controladora de acesso, Jéssica Thais Santos Araújo, de 32 anos.
A mãe do aluno contou que diretora e coordenadora não teriam conseguido abrir a ficha do adolescente no hospital por não serem as responsáveis legais. Jéssica só soube do caso por um colega de sala do filho, que pegou o celular dele e ligou para ela.
“Eu liguei pra minha mãe, que estava próximo uns 20 minutos próximos [do hospital]. Ela foi até lá para poder ver ele, e acompanhar. Quando chegou, ele ainda estava dentro do carro”, disse.
O adolescente, segundo a mulher, está bastante assustado. No dia seguinte às agressões, ele e a mãe foram até o 54º Distrito Policial (Cidade Tiradentes) registrar um boletim de ocorrência sobre o ocorrido. Nesta quarta-feira (25/3), o garoto foi submetido a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Jéssica disse ter ciência de que brigas ocorrem na escola com frequência, tanto que ela procura buscar o filho na instituição sempre que pode. Devido ao trabalho da mãe, muitas vezes o adolescente precisa deixar o local sozinho.
O Metrópoles tentou contato com a escola, mas não obteve sucesso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada para comentar o caso, mas não retornou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
A Secretaria Estadual da Educação (Seduc), em nota, disse que a “Unidade Regional de Ensino (URE) Leste 3 repudia toda e qualquer forma de agressão, dentro ou fora das escolas. Assim que a gestão da escola tomou conhecimento do caso, ocorrido fora da unidade, no último dia 23 de março, os responsáveis foram acionados, o estudante foi prontamente socorrido pela equipe escolar e encaminhado para receber atendimento médico apropriado”.
Segundo a pasta, o caso foi registrado no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), e um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas está à disposição dos estudantes envolvidos.
“A URE e a direção da escola permanecem à disposição da comunidade para eventuais esclarecimentos”, finaliza o texto.




