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Furto de 21 armas do Exército é o maior desde 2009, diz levantamento

Até então, maior desvio de armas havia sido registrado em Caçapava (SP), quando sete fuzis foram roubados do Exército

atualizado

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Divulgação/Exército Brasileiro
Militares com roupa camuflada lado a lado segurando metralhadoras antiaérea - Metrópoles
1 de 1 Militares com roupa camuflada lado a lado segurando metralhadoras antiaérea - Metrópoles - Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

São Paulo – O furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na Grande São Paulo, é o maior desvio de armas registrado pelas Forças Armadas desde 2009, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz.

Conforme revelou o Metrópoles, criminosos ainda não identificados furtaram 13 metralhadoras calibre ponto 50, capazes de derrubar aeronaves, e 8 de calibre 7,62 na quarta-feira (11/10). O Exército abriu investigação e deu ordem para que toda a tropa fique aquartelada.

Até então, o maior furto de armas havia acontecido em março de 2009, início da série histórica do Sou da Paz, quando sete fuzis foram levados do 6º Batalhão de Infantaria Leve, em Caçapava, também em São Paulo. Essas armas foram recuperadas depois.

Ainda segundo o levantamento, 27 armas do Exército Brasileiro haviam sido desviadas, ao todo, no período entre 2015 e 2020. Nesse recorte temporal, o Amazonas é o estado com o maior sumiço (10 armas), seguido do Rio de Janeiro (cinco) e Roraima (três).

Já a Marinha e a Aeronáutico tiveram 21 e seis armas desviadas, respectivamente, no período.

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O relatório mostra, ainda, que fuzis e pistolas eram, até então, os tipos de arma de fogo mais procuradas pelos bandidos, com 10 e nove casos registrados, respectivamente.

Aquartelamento

O Comando Militar do Sudeste informou neste sábado (14/10) que mantém 480 militares aquartelados para averiguação por causa do sumiço das armas. Por causa do procedimento, os militares estão proibidos de deixar a unidade e voltar para casa.

“Toda tropa está aquartelada de prontidão (cerca de 480 militares), conforme previsões legais, para poder contribuir para as ações necessárias no curso da investigação”, diz o comunicado. “Os militares estão sendo ouvidos para que possamos identificar dados relevantes para a investigação.”

Ainda segundo o Comando Militar do Sudeste, as metralhadoras furtadas eram “inservíveis” e “estavam no Arsenal, que é uma unidade técnica de manutenção, responsável também para iniciar o processo desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada”.

Familiares ouvidos pelo Metrópoles relataram dificuldade para conseguir informações sobre os parentes aquartelados, porque os celulares de todos foram apreendidos.

Desvio de armas

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também usou a rede social X, o antigo Twitter, para afirmar que as polícias paulistas estão empenhadas para evitar “consequências catastróficas”.

“Lamento o furto das 13 armas antiaéreas do Arsenal de Guerra do Exército. Nós da segurança de São Paulo não vamos medir esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas que isso pode gerar a favor do crime e contra segurança da população”, escreveu o secretário do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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