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São Paulo

Funcionários dos Correios marcam greve às vésperas da Black Friday

Paralisação será votada em assembleias nesta quarta e quinta-feira; categoria reivindica mudanças em acordo coletivo assinado com Correios

22/11/2023 14:02, atualizado 22/11/2023 16:00
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Marcelo Camargo / Agência Brasil
Imagem colorida de uma agência dos Correios - Metrópoles

São Paulo — Funcionários dos Correios em São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão devem paralisar as atividades nesta quinta-feira (23/11), às vésperas da Black Friday.

A greve, por tempo indeterminado, foi convocada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e reivindica mudanças no acordo coletivo assinado com a estatal.

Segundo a entidade, a categoria tem sido prejudicada por 26 pontos do acordo, como a não incorporação de R$ 250 ao salário base. O grupo também cobra a realização de um concurso público e melhorias nos planos de saúde.

A confirmação da paralisação será feita em assembleias nos sindicatos filiados à federação nesta quarta (22/11) e quinta-feira (23/11).

Em São Paulo, a assembleia foi marcada para 18h desta quinta. Segundo o sindicato paulista filiado à federação, os quatro estados que votarão a paralisação representam 60% do fluxo postal de cartas e encomendas de todo o país e somam 40 mil trabalhadores. Só na capital paulista são 13 mil servidores.

Em nota ao Metrópoles, os Correios afirmam que já prepararam uma série de medidas para garantir a normalidade dos serviços caso as assembleias aprovem a paralisação.

Entre elas estão a contratação de mão de obra terceirizada, a realização de horas extras, o deslocamento de empregados entre unidades e o apoio do funcionários administrativos nas operações.

A empresa também afirma que o acordo assinado em mesa de negociação recuperou mais de 40 cláusulas que haviam sido extintas pelo governo anterior e foi o primeiro feito em sete anos.

“Os Correios concederam aumento linear de R$ 250 para a maior parte do efetivo, ou seja, um aumento médio de 6,36% para mais de 71 mil empregados (83%), a partir de janeiro de 2024. Para parte dos empregados, o aumento chega a 12%”, diz a nota da empresa.

Antes do anúncio da greve, a estatal tinha divulgado uma operação especial para o público durante a Black Friday, com redução no tempo de entrega de encomendas.

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