Funcionários do Metrô desistem de greve e operação segue normal em SP
Metroviários ameaçavam paralisar as atividades das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, nesta quarta-feira (13/5)

Os metroviários de São Paulo decidiram não entrar em greve após uma assembleia, realizada na noite desta terça-feira (12/5), na sede do sindicato da categoria, no bairro Belém, zona leste da capital paulista. Com a decisão, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô vão operar normalmente nesta quarta-feira (13/5).
A categoria ameaçava paralisar as atividades das linhas por melhores condições de trabalho, mudanças relacionadas ao plano de saúde e à realização de concursos públicos.
No fim, o sindicato votou a paralisação nesta noite e a maioria dos funcionários do Metrô decidiu não aderir à greve.
A votação foi apertada: ao todo, foram 1.500 votos contra a paralisação e 1.294 a favor. Outros 145 metroviários se abstiveram. Apesar disso, os sindicalistas não descartaram a possibilidade de greve no futuro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“O Tarcísio sabe que se cutucar nós vamos fazer sim greve, como nós sempre fizemos”, afirmou outra liderança. “Não somos irresponsáveis, mas a gente sabe o momento.”
Ao longo da noite, foram feitas duras críticas ao presidente do Metrô, Julio Castiglioni Neto. Uma das lideranças sindicais chegou a afirmar que a categoria enfrenta um presidente “da extrema direita”, e que “hoje o Metrô é usado como parte do aparato da extrema direita para aplicar sua linha de privatização, de fazer propaganda do Tarcísio para as eleições.”
Segundo os metroviários, o quadro de empregados do Metrô foi reduzido significativamente nos últimos anos, e a falta de novas contratações aumenta a sobrecarga de funções. Em um artigo publicado no site oficial, os profissionais alegam que o governo não abre concurso público para a categoria há 10 anos.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasAlém disso, eles cobram igualdade salarial entre funcionários que exercem as mesmas funções e pedem a abertura de negociações sobre a Participação nos Resultados (PR). A categoria tentou negociar os pontos com a direção do Metrô e com o governo estadual, mas afirma que não ainda houve avanço nas discussões.



