Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Filho de vice-presidente do PL diz ter sido espancado por GCMs no interior

Caso de agressão gerou registro na Polícia Civil de Atibaia, no interior de São Paulo, de resistência. Investigação segue em andamento

22/09/2026 20:17, atualizado 22/09/2026 20:57
Google Street View
Foto colorida de fachada da Delegacia de Atibaia, interior de São Paulo.

A família de Kélcio Bruno Pires Horiguela, de 27 anos, afirma que o homem foi espancado por guardas municipais de Atibaia, interior de São Paulo. Ele é filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do Partido Liberal (PL).

O episódio ocorreu na noite da última quinta-feira (17/9), na Rua Adolfo André, altura do número 792, a um quilômetro de distância da base da Guarda Civil Municipal (GCM) do município.

Maria Lourdes Pires Horiguela, mãe do jovem, afirmou ao Metrópoles que, apesar dos ferimentos, o filho está se recuperando em casa. A mulher classificou as agressões como “um absurdo”.

Versões

As informações no entorno das agressões são diferentes. Segundo a mãe do jovem espancado, o filho foi abordado de forma truculenta e sob pretexto de que era um abusador.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

“Meu filho conversava com uma moça. Ela entrou no ônibus, ele seguiu para tentar pegar o telefone dela. Depois, houve denúncia de que ele [Horiguela] estava a seguindo, como se fosse um estuprador”, contou Maria, reforçando que o filho foi abordado e, em seguida, espancado com socos e chutes na cabeça.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Já a versão dos guardas municipais, que é a única no boletim de ocorrência (B.O.), registrado como resistência, afirma que foram acionados por uma mulher que teria desembarcado de um ônibus e dito estar sendo perseguida por um indivíduo em uma moto.

O registro policial menciona que “os guardas procederam à abordagem do indivíduo, momento em que este passou a demonstrar comportamento exaltado, recusando-se a acatar as determinações legais”.

Em outro trecho do B.O., é mencionado que o abordado resistiu, sendo “necessário o emprego de uso moderado da força pelos agentes”.

O Metrópoles procurou o secretário da Segurança Pública da cidade para se manifestar sobre o assunto, mas não obteve retorno até a conclusão desta matéria.

A Secretaria do Estado da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre o andamento das investigações e ainda não respondeu. O espaço segue aberto para manifestação.

Filho de vice-presidente do PL diz ter sido espancado por GCMs no interior