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São Paulo

Filha que matou pai policial agiu em legítima defesa, diz investigação

Fernanda Lustosa, de 23 anos, irá responder em liberdade pela morte do pai, policial civil. Ela interveio em tentativa de agressão à mãe

30/07/2026 14:15, atualizado 30/07/2026 14:39
Reprodução.
Montagem colorida com fotos do policial civil José Paulo Alves Lustosa (à esquerda) baleado e morto pela filha Fernanda Lustosa, em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

Fernanda Lustosa, de 23 anos, detida após desarmar e balear o pai, o policial civil José Paulo Alves Lustosa, de 56, para defender a mãe de um episódio de violência doméstica, na madrugada desta quinta-feira (30/7), em Osasco, Região Metropolitana de São Paulo, agiu em legítima defesa e será liberada para responder ao crime em liberdade. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

José Paulo foi baleado após partir para cima da esposa, de 53, e da filha, Fernanda Lustosa. A jovem interveio e agiu para se defender.

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A Polícia Civil classificou o caso como homicídio consumado, ameaça, injúria e legítima defesa. Um dos elementos considerados pela investigação, conforme apurado pela reportagem, é o histórico violento do policial contra a esposa.

Em ocasiões anteriores, a mulher havia registrado boletins de ocorrência (BO) contra o policial por ameaças de morte e violência doméstica. A jovem, detida pela morte, também já tinha sido alvo de episódios de intimidação por parte do agente morto.

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Amante

Testemunhas relataram à Polícia Civil que um dos motivos para as frequentes discussões era um suposto relacionamento extraconjugal do policial.

A mãe da jovem detida também chegou a registrar queixa contra a amante do marido. Apesar disso, a polícia não trata, inicialmente, a amante como investigada ou averiguada no caso dessa quinta-feira. A expectativa, contudo, é de que ela seja ouvida. O caso é investigado pelo 5° Distrito Policial (DP) de Osasco.