Filha é detida ao utilizar maçarico para atear fogo no próprio pai
Homem sofreu queimaduras na cabeça e foi conduzido ao Pronto Socorro. O caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher, e segue em investigação
atualizado
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Uma mulher de 28 anos foi conduzida à delegacia após utilizar um maçarico para atear fogo no próprio pai, durante discussão. O caso aconteceu na tarde dessa quinta-feira (14/5), no bairro da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo.
Segundo a Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada para atender a ocorrência na Rua Antero Bloem, após uma denúncia feita ao 190 informar que um homem havia sido atingido por fogo e sofrido queimaduras na região da cabeça.
Ao chegarem ao local, os policiais constataram que o caso envolvia um desentendimento entre pai e filha. De acordo com a PM, a mulher teria lançado fogo em direção ao homem durante a briga.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto-Socorro Cachoeirinha. Já a autora foi levada para a 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a ocorrência foi registrada. O caso ainda está sendo investigado.
Em nota para o Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a suspeita alega ter agido em legítima defesa, pois havia sido ameaçada pelo pai. De acordo com a pasta, perícia foi acionada e o caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e ameaça. Confira a nota na íntegra:
“A Polícia Civil investiga uma ocorrência de violência doméstica e ameaça, ocorrida na tarde da quinta-feira (14/5), na Freguesia do Ó, zona norte da capital. Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência”, disse a pasta.
Segundo informações do boletim, uma mulher, de 28 anos, atacou o próprio pai, de 58 anos, com um maçarico após uma discussão. A mulher alegou legítima defesa, relatando que foi ameaçada. O homem foi socorrido ao PS Cachoeirinha.
Posteriormente, ambos foram à delegacia, onde prestaram depoimentos e foram liberados. A perícia foi acionada e o caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e ameaça na 4ª DDM – Norte, que apura todas as circunstâncias do ocorrido. A mulher foi orientada sobre medidas protetivas, no entanto não manifestou interesse.”
