Família diz que mãe que matou filha tinha histórico violento
Sandra Regina Batista, de 50 anos, foi presa em flagrante pela morte da filha Poliane Victoria Fernandes, de 27
atualizado
Compartilhar notícia

Familiares disseram que Sandra Regina Batista, presa suspeita de matar a própria filha durante discussão no interior de São Paulo, já tinha histórico violento. O Metrópoles conversou com duas primas da mulher que relataram que ela tinha o costume de agredir a vítima, Poliane Victoria Fernandes, e o irmão. Poliane, de 27 anos, foi morta na noite de domingo (5/4).
“Convivi com elas minha infância toda e a adolescência também. Para mim, a Sandra sempre foi uma ótima pessoa, me tratava super bem, mas com a Poli e o João era diferente, batia bastante e por motivos fúteis”, afirmou uma parente, que preferiu não se identificar.
“E por outro lado, a Poli era uma pessoa boa, amorosa, boa mãe, se preocupava com o bem estar dos filhos. Cuidava muito bem deles, era uma excelente mãe. Não tinha vícios, não usava droga, não bebia constantemente nem saía como estão falando”, acrescentou.
A fala foi reforçada por outra familiar. Ela disse que Poliane “sempre foi uma menina especial. Não tinha maldade, era uma pessoa batalhadora, sempre ajudou as pessoas, até mesmo a mãe dela”. “A mãe dela toda a vida foi violenta com os filhos. Ela sempre foi agressiva. Poli e o irmão sempre foram agredidos.”
Mãe é suspeita de matar a filha durante discussão
Na noite de domingo (5), a Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu foi acionada para atender a uma ocorrência, inicialmente notificada como desavença entre mãe e filha. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Poliane Victoria Fernandes caída no chão e desacordada.
Os oficiais então acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a estudante foi encaminhada ao Hospital das Clínicas da Unesp, onde foi constatado o óbito.
Segundo o boletim de ocorrência, Sandra afirmou que Poliane teria saído para ingerir bebidas alcoólicas e deixou sob seus cuidados os dois netos pequenos, de oito e dois anos de idade.
No depoimento, a mulher alegou que teria ouvido uma discussão em frente à residência da família envolvendo a jovem e outras mulheres. Ela afirmou ter intervido e pedido para que a filha entrasse em casa, momento em que teria se iniciado uma briga entre as duas.
Durante o embate, a suspeita acusou Poliane de dar um tapa em seu rosto, proferir ofensas contras ela e ameaçar levar as crianças. Em uma tentativa de contê-la, a mãe afirmou tê-la segurado pelos cabelos e apertado seu pescoço. Foi aí que Poliane “amoleceu” e caiu no chão, segundo Sandra.
A mulher foi presa em flagrante e o caso foi registrado como feminicídio, por estar no contexto de violência doméstica. Devido à gravidade do crime e ao fato de a acusada já possuir antecedentes criminais, a equipe de polícia responsável pelo caso pediu para que a prisão seja convertida em preventiva.






