Falso padre condenado por estelionato é encontrado morto dentro de casa
Marcos Rodrigues Fontana foi condenado, em 2009, após se passar por padre e cobrar até R$ 450 por missas em São Paulo

São Paulo — Condenado por se apresentar como padre e cobrar para rezar missas, Marcos Rodrigues Fontana, de 65 anos, foi encontrado morto, na manhã dessa quinta-feira (5/11), em um apartamento na Alameda Barão de Limeira, no bairro Campos Elíseos, região central de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, dias antes da morte, o falso padre registrou queixa de ameaças que estaria sofrendo.
O Boletim de Ocorrência (BO) da morte foi registrado no 2° Distrito Policial, no Bom Retiro.
O companheiro dele afirmou a policiais militares acionados para atender ao caso que a vítima tinha problemas de saúde, entre eles hérnia abdominal e hipertensão arterial, e apresentou quadro de convulsões. Fontana teve alta na última segunda-feira (2/11), depois de ficar internado por 25 dias na Santa Casa.
O caso é tratado como morte suspeita e o caso segue sob investigação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPDias antes da morte, Fontana havia denunciado ter sido vítima de homofobia e ameaçado por um homem branco de cerca de 40 anos. Na discussão, o suspeito teria afirmado que “uma facada anterior ‘não seria nada’ perto do que faria”

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- Em 2009, a Justiça de São Paulo condenou Marcos Rodrigues Fontana por estelionato após ele se passar por padre da Igreja Católica e cobrar pela realização de missas em velórios.
- A decisão foi proferida pela 25ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considerou comprovada a prática de enganar fiéis para obter vantagem financeira.
- Segundo a investigação, ele se apresentava como religioso, distribuía panfletos com seus contatos e oferecia serviços como missas e ritos religiosos pagos.
- Em um dos casos, recebeu cerca de R$ 100 durante um velório e chegou a cobrar R$ 450 para a realização de uma missa de sétimo dia.
- Pela condenação, ele recebeu pena de 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, posteriormente substituída por medidas alternativas, como prestação de serviços à comunidade.
- Além da pena, também foi condenado ao pagamento de multa fixada em cinco salários mínimos da época, o equivalente a cerca de R$ 2,3 mil na época.
- O caso foi enquadrado como estelionato, crime que consiste em obter vantagem indevida por meio de fraude, explorando a boa-fé das vítimas.
Falso padre pediu dinheiro para orfanato
Conforme publicado pelo Metrópoles, Fontana, mesmo após ser condenado a três anos de prisão por estelionato, voltou a se apresentar como padre e a enganar fiéis em São Paulo. Ele se aproximou de uma família, reconstruiu a imagem de monsenhor e passou a pedir dinheiro sob alegação de manter um orfanato usando a confiança e a fé para obter vantagens financeiras.
O Metrópoles conversou com a artista plástica Elisa Stecca, uma das responsáveis por denunciar Marcos Rodrigues Fontana. Ela contou que manteve contato com o homem por mais de uma década, período em que ele se apresentou como padre e conquistou a confiança da família ao participar de momentos íntimos.
“Enganar as pessoas usando a fé, ainda mais envolvendo crianças, é algo muito grave. É podre, extremamente cruel, de uma crueldade atroz”, desabafou Elisa Stecca, à época da entrevista.
Um boletim de ocorrência foi registrado no último dia 24 de março. O caso está sob investigação do 36º Distrito Policial.








