Reconhecimento facial em estádios já prendeu quase 300 foragidos em SP
Três homens foram presos durante o jogo entre Palmeiras e São Paulo, nesse domingo (1°/3). Em média, 2,7 pessoas são presas a cada jogo
atualizado
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Três homens foragidos da Justiça, de 31, 32 e 46 anos, foram presos durante o jogo entre Palmeiras e São Paulo, nesse domingo (1°/3), após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial da Arena Crefisa Barueri, na Grande São Paulo. O jogo marcou o 100° jogo de futebol fiscalizado pelo programa Muralha Paulista, que já identificou e prendeu 270 foragidos.
Os procurados foram reconhecidos e presos com base nas imagens coletadas pelo sistema de biometria facial do estádio. Desde o início da parceria entre a polícia e os estádios, mais de 2 milhões de torcedores foram fiscalizados e 2,7 torcedores, em média, foram presos por jogo.
Como os foragidos são identificados
- As prisões acontecem com o cruzamento automático das imagens faciais dos estádios com o Banco Nacional de Mandados de Prisão.
- O monitoramento é feito por quase 100 mil câmeras entres leitores de placas, reconhecimento facial e dispositivos de vídeo em tempo real.
- Ao gerar o alerta, equipes policiais fazem a abordagem e confirmam a pendência judicial antes da prisão.
No jogo de ontem, os torcedores foram presos em momentos diferentes da vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o São Paulo, pela semifinal do Campeonato Paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a tecnologia dificulta a mobilidade de criminosos e reforça a segurança em grandes eventos esportivos.
“O Muralha Paulista usa tecnologia para potencializar a capacidade das forças policiais cumprirem mandados de prisão e tirar criminosos de circulação. Cada alerta confirmado representa uma prisão legalmente fundamentada e mais segurança para a população”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
