Explosão no Jaguaré: famílias vão escolher para onde ir, diz Tarcísio
Após 2 dias, o governador de São Paulo visitou nesta quarta (13/5) pela primeira vez o local da explosão no Jaguaré, zona oeste de São Paulo
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), detalhou, nesta quarta-feira (13/4), as iniciativas anunciadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para os moradores que foram afetados pela explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, na última segunda-feira (11/5).
O anúncio foi feito durante a primeira visita de Tarcísio ao local, realizada dois dias após a tragédia. O governador afirmou que as famílias poderão escolher onde vão se abrigar, seja em imóveis disponibilizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) ou em outro lugar.
“A família é quem vai dizer para nós o que é do agrado dela. A gente vai levá-las para conhecer esses imóveis, elas vão ver se gostam. Podemos fazer a mudança de imediato, escritura na mão, apartamento montado”, afirmou Tarcísio. “Se a opção for morar em outro lugar, mas não nestes apartamentos que estamos oferecendo, tem a opção da carta de crédito. Se nenhuma das duas alternativas for aceita e a ideia for de permanecer aqui, também vamos oferecer a possibilidade disso acontecer”, disse o governador.
A CDHU informou que o custo pelo uso das residências será ressarcido pelas concessionárias Sabesp e Comgás, que atuavam no local no momento do incidente. Segundo o órgão do governo estadual, as residências estão localizadas no centro da cidade e também na região da Raposo Tavares.
Tarcísio afirmou ainda que o governo fará um levantamento dos prejuízos materiais dos comércios locais e ressarcirá os proprietários pela renda perdida. Outra possibilidade será a reconstrução das casas, mas isso depende do interesse das famílias nas cartas de crédito com valores entre R$ 250 mil ou R$ 300 mil que serão ofertadas pelo governo.
Arsesp pede esclarecimentos até sexta
As empresas Sabesp e Comgás têm até a próxima sexta-feira (15/5) para encaminhar os laudos periciais e as análises técnicas sobre a explosão para a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A documentação encaminhada pelas concessionárias será analisada pela Agência e poderá subsidiar a adoção das medidas cabíveis previstas nos respectivos contratos.
Enquanto as investigações avançam, Tarcísio de Freitas afirmou que o governo paralisou as obras conjuntas envolvendo as concessionárias apesar de já existir um protocolo para esses trabalhos. “Temos mais de 30 obras dessa mesma natureza acontecendo nesse momento, todas foram interrompidas para que possamos revisitar os protocolos e evitar novos acidentes. Vamos ver o que deu errado aqui para incorporar nas lições aprendidas e evitar novos acidentes”.
Veja o momento da explosão
Uma câmera de segurança flagrou o exato momento da explosão de gás no Jaguaré. O incidente ocorreu após um vazamento provocado por uma obra da Sabesp.
No vídeo, é possível ver pessoas conversando na Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, às 16h05, quando, de repente, ocorre a explosão. Diversas casas foram completamente destruídas, e pedestres foram arremessados com o impacto.
Famílias vão à Justiça
- As famílias afetadas pela explosão de gás no Jaguaré pretendem entrar com uma ação coletiva contra os responsáveis pelo estrago.
- É o que afirmou o líder comunitário Eduardo Santos Vieira, em conversa com o Metrópoles. De acordo com ele, mais de 40 moradores da comunidade estão engajados na causa.
- Os moradores também relatam desamparo e abandono após perderem suas casas.
- À reportagem, o advogado das famílias afirmou que ainda avalia qual medida jurídica deverá ser adotada nesse primeiro momento.
- Ainda assim, há uma reunião marcada com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para quarta-feira (13/5).
- O encontro está previsto para as 14h, no prédio do órgão, na região central da capital paulista.
- Nessa terça (12/5), uma equipe do MPSP esteve na comunidade. Em nota divulgada nas redes sociais, a promotoria afirmou que o motivo era prestar assistência às famílias no âmbito da tutela coletiva e, também, no da esfera criminal.






















