Explosão no Jaguaré: CDHU disponibilizará casas para famílias afetadas
Segundo a companhia, famílias também poderão ser abrigadas em hotel custeado por concessionárias. 232 pessoas buscaram auxílio após explosão
atualizado
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Moradores que precisaram deixar as casas após a explosão no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, na segunda-feira (13/5), poderão se abrigar em imóveis disponibilizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Segundo o órgão do governo estadual, as residências estão localizadas no centro da cidade e também na região da Raposo Tavares.
Nesta quarta-feira (13/5), autoridades voltaram ao local para prestar esclarecimentos sobre a explosão e o atendimento às vítimas. A CDHU informou que o custo pelo uso das residências será ressarcido pelas concessionárias Sabesp e Comgás, que atuavam no local no momento do incidente.
Um dos moradores ouvidos pela reportagem relatou que não quer ir para os imóveis porque os endereços são muito longe da rua onde ele mora. Para estes casos, as famílias afetadas poderão ser acolhidas em um hotel a 2 km de distância do local da explosão. Segundo a companhia, os quartos também serão custeados pelas concessionárias e disponibilizados pelo tempo que for necessário.
Vítimas e ajuda de custo
Uma pessoa morreu após a explosão. O vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, foi atingido pelos escombros e não resistiu. Ao Metrópoles, o enteado dele, Luiz Gustavo, afirmou que o homem estava dormindo no momento do incidente.
Outras três pessoas ficaram feridas. Francisco Albino da Silva, que não teve a idade informada, foi intubado em estado grave no Hospital Regional de Osasco. O funcionário da Sabesp Fernando Silva da Cunha, de 33 anos, passou por uma cirurgia no crânio e segue internado no Hospital das Clínicas. O quadro é estável. Osmar Braz Henrique, de 56 anos, foi socorrido no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo e, segundo familiares, aguarda um colete cervical para receber alta. Após a explosão, Osmar foi arremessado pela janela e fraturou duas vértebras.
As famílias afetadas receberam uma ajuda de custo no valor de R$ 5 mil. Inicialmente, a Sabesp havia informado o pagamento de um auxílio de R$ 2 mil, mas anunciou o acréscimo durante entrevista coletiva no local.
Segundo a porta-voz da companhia, Samanta Souza, 232 famílias estão cadastradas para receber auxílio. Destas, 84 já receberam o pagamento completo. O valor deve ser pago aos outros afetados até as 15h. A ajuda de custo é destinada por família. As famílias que tiverem mais de um membro cadastrado não receberão o auxílio mais de uma vez.
O valor, segundo as autoridades, é emergencial. Posteriormente, com o cálculo dos prejuízos exatos, as famílias devem ser ressarcidas.
Cinco residências foram completamente interditadas pela Defesa Civil. Segundo as autoridades, as residências foram classificadas com a placa vermelha, ou seja, estão totalmente interditadas em função do risco de desabamento. Outras 14 casas foram interditadas cautelarmente e receberam a classificação laranja, que autoriza as famílias a entrarem nos imóveis acompanhadas da Defesa Civil para retirar roupas e outros pertences. 86 imóveis foram liberados para o retorno dos moradores.
O governo de São Paulo informou que a vistoria, com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Sabesp e da Comgás, foi retomada nesta quarta-feira (13/5) para avaliar os imóveis nas demais ruas afetadas.
Veja o momento da explosão
Uma câmera de segurança flagrou o exato momento da explosão de gás no Jaguaré. O incidente ocorreu após um vazamento provocado por uma obra da Sabesp.
No vídeo, é possível ver pessoas conversando na Rua Dr. Benedito de Moraes Leme, às 16h05, quando, de repente, ocorre a explosão. Diversas casas foram completamente destruídas, e pedestres foram arremessados com o impacto.
Famílias vão à Justiça
- As famílias afetadas pela explosão de gás no Jaguaré pretendem entrar com uma ação coletiva contra os responsáveis pelo estrago.
- É o que afirmou o líder comunitário Eduardo Santos Vieira, em conversa com o Metrópoles. De acordo com ele, mais de 40 moradores da comunidade estão engajados na causa.
- Os moradores também relatam desamparo e abandono após perderem suas casas.
- À reportagem, o advogado das famílias afirmou que ainda avalia qual medida jurídica deverá ser adotada nesse primeiro momento.
- Ainda assim, há uma reunião marcada com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para quarta-feira (13/05).
- O encontro está previsto para as 14h, no prédio do órgão, na região central da capital paulista.
- Nessa terça (12/05), uma equipe do MPSP esteve na comunidade. Em nota divulgada nas redes sociais, a Promotoria afirmou que o motivo era prestar assistência às famílias no âmbito da tutela coletiva e, também, no da esfera criminal.























