Ex que matou vendedora em joalheria na Grande SP recebe alta e é preso
Cássio Zampieri havia sido baleado pela polícia após assassinar sua ex, a vendedora Cibelle Alves, na joalheria em que ela trabalhava no ABC
atualizado
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Cássio Henrique da Silva Zampieri, que assassinou a ex-namorada, a vendedora Cibelle Monteiro Alves, em uma joalheria São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, recebeu alta médica e foi preso nesta terça-feira (3/3). O criminoso, que foi baleado pela polícia durante o crime, ocorrido na última quarta-feira (25/2), foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo.
Ainda nesta terça, Cássio Henrique será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, com destino final ao 3º Distrito Policial da cidade. O inquérito permanece aberto e as investigações prosseguem, sob comando do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) do município.
O que aconteceu
- Cássio Henrique da Silva Zampieri matou a ex-companheira e depois tentou cometer suicídio em um shopping de São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, na noite de 25 de fevereiro.
- A vítima do feminicídio era funcionária de uma joalheria e estava trabalhando quando foi surpreendida pelo criminoso.
- Policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) das cidades de São Bernardo do Campo, Diadema e Santo André chegaram às pressas e iniciaram as tratativas para que o acusado se entregasse.
- Cássio tentou tirar a própria vida com uma arma de airsoft e foi atingido por disparos feitos pelos policiais civis.
- O homem foi socorrido no Hospital Mário Covas.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a movimentação de policiais militares dentro e fora do estabelecimento.
Vendedora havia registrado três BOs contra agressor
O relacionamento da vendedora Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, morta esfaqueada pelo ex-companheiro, Cassio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, em um shopping de São Bernardo do Campo, na quarta-feira (25/2), na Região Metropolitana de São Paulo, havia terminado há 10 meses.
Ela tinha registrado três boletins de ocorrência (BOs) de violência doméstica e recebido uma medida protetiva contra o então companheiro. De acordo com a Polícia Civil, Cassio premeditou o crime.
O relacionamento do casal acabou em abril do ano passado. A relação, entre idas e vindas, durou seis anos. Desde o término, Cibelle vivia com medo porque Cassio descumpria com frequência a medida protetiva, seja indo atrás dela ou mantendo contato por meio de redes sociais. Os registros feitos pela vítima eram investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Bernardo do Campo.
A vítima foi morta ao ser golpeada no pescoço. Ela trabalhava como vendedora na joalheria Vivara, no shopping Golden Square.
Presença policial
Um policial civil que estava no shopping para realizar compras flagrou Cassio entrando na joalheria e presumiu inicialmente que o caso se tratava de um assalto. Assim que pediu apoio a agentes da região, ele entrou na loja e percebeu a vítima caída atrás do balcão, o que demonstrava que poderia ser um caso de feminicídio.
Policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) das cidades de São Bernardo do Campo, Diadema e Santo André chegaram às pressas e iniciaram as tratativas para que o acusado se entregasse. Depois de um certo período, Cassio atentou contra a própria vida com a arma de airsoft e foi atingido por disparos feitos pelos policiais civis.
Em nota, o shopping onde a vítima trabalhava, o Golden Square, lamentou o caso e prestou solidariedade à família de Cibelle. “O shopping está oferecendo todo o apoio ao lojista, à família da vítima e está à disposição das autoridades.”
Já a Vivara afirmou que a colaboradora foi “vítima de um ataque inaceitável de violência” e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de equipe da vítima. “Estamos oferecendo suporte psicológico e assistência integral a todos os envolvidos diretamente. Informamos que as autoridades foram acionadas prontamente e a loja permanecerá fechada. Estamos colaborando plenamente com as investigações”, acrescentou a joalheria. “A Vivara repudia veementemente qualquer forma de violência, especialmente o feminicídio, e reafirma seu compromisso com o acolhimento e a dignidade de suas colaboradoras”, finalizou a nota.












