Ex-presidente da CBF defende dono da Ultrafarma em escândalo fiscal

Advogado Marco Polo Del Nero, que presidiu a CBF entre 2015 e 2017, assumiu neste mês a defesa de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma

atualizado

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Marco Polo Del Nero
1 de 1 Marco Polo Del Nero - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O advogado Marco Polo Del Nero, que foi presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entre 2015 e 2017, está atuando na defesa do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma que foi preso em uma operação que mira um suposto esquema de pagamento de propina a auditores fiscais para obter créditos tributários junto à Secretaria Estadual da Fazenda.

Del Nero passou a defender o dono da Ultrafarma no dia 15 deste mês, três dias após o empresário ter sido preso na operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele assina alguns trâmites do inquérito, como o que informa à Justiça o recebimento da tornozeleira eletrônica por seu cliente. O empresário ainda tem outros advogados, como Walfrido Warde e Ivaney Cayres.

A prisão do dono da Ultrafarma

Sidney Oliveira foi preso no dia 12/8 durante operação do MPSP. Além dele, Mario Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, foi alvo de mandado de prisão, assim como o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema e suspeito de ter recebido R$ 1 bilhão em propina.

Sidney e Mário deixaram a cadeia no fim da tarde da última sexta-feira (17/8) por determinação judicial. O MPSP exigiu uma série de medidas para a concessão da liberdade provisória de ambos, como o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de fiança no valor de R$ 25 milhões. Caso ocorra, violações de quaisquer das medidas cautelares estabelecidas, poderá ser decretada a prisão dos investigados.

Agora, apenas o auditor Artur Gomes da Silva Neto continua preso. O fiscal também tem um advogado conhecido, Paulo Amador da Cunha Bueno, que é defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento sobre tentativa de golpe de Estado.


Entenda o esquema

  • O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto teria recebido mais de R$ 1 bilhão em propina, desde 2021, para manipular processos administrativos e adiantar créditos de ICMS-ST para empresas como a Ultrafarma e a Fast Shop.
  • O crédito recebido pelas empresas ainda foi vendido para outras empresas, como a Rede Nos, dona das lojas de conveniência Oxxo, e a Kalunga. O MPSP apura se essas empresas tinham conhecimento de que os créditos que compraram foram obtidos de forma irregular.
  • O auditor e os diretores das empresas foram detidos no dia 12/8 e ficaram presos até sexta-feira (15/8) em prisão temporária. A detenção de Artur Gomes da Silva Neto foi prorrogada por cinco dias.

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