O que liga ex-padrasto de MC Ryan à trama para matar promotor do MPSP

Eduardo Magrini, o Diabo Loiro, foi alvo de operação que teve desdobramento nesta terça. MPSP investiga plano para matar promotor

atualizado

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1 de 1 diabo loiro 2 - Foto: Reprodução/ Instagram

A operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (9/6), que prendeu dois agentes públicos suspeitos de serem infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de um ex-estagiário, é desdobramento da ação que prendeu o influenciador Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro.

Apontado como membro do alto escalão da facção criminosa, Diabo Loiro foi alvo da Operação Off White, em outubro passado. Ele é suspeito de ter participação direta em ataques contra as forças de segurança e é apontado como responsável por atentados contra a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em 2006.

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Eduardo Magrini é conhecido como "Diabo Loiro"
Em publicações nas redes sociais, "Diabo Loiro" ostenta fotos com carros e motos de luxo
Eduardo Magrini se apresenta como produtor rural
Com cerca de 100 mil seguidores, Magrini se apresenta como influencer digital
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Com cerca de 100 mil seguidores, Magrini se apresenta como influencer digital

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Eduardo Magrini é conhecido como "Diabo Loiro"
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Eduardo Magrini é conhecido como "Diabo Loiro"

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Em publicações nas redes sociais, "Diabo Loiro" ostenta fotos com carros e motos de luxo
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Em publicações nas redes sociais, "Diabo Loiro" ostenta fotos com carros e motos de luxo

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Eduardo Magrini se apresenta como produtor rural
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Eduardo Magrini se apresenta como produtor rural

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Eduardo havia sido preso em 2012, dentro de uma mansão em Bom Jesus dos Perdões, no interior paulista, por tráfico de drogas. Diabo Loiro tem passagens criminais por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.

Nas redes sociais, ele se apresentava como produtor rural e influenciador digital, com publicações que mostram carros de luxo, viagens e amizades com figuras conhecidas. Diabo Loiro teve relacionamento e dois filhos com a mãe do cantor MC Ryan SP.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, é desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White.

Segundo a investigação, um ex-chefe de investigadores da Polícia Civil, um policial penal e um ex-estagiário do MPSP estariam envolvidos em um plano para matar um promotor do Gaeco, além de operar um esquema de extorsão de investigados.

Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo.

Plano para matar promotor

A Operação Pronta Resposta, deflagrada em 22 de agosto de 2025, investigou a atuação de organização criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando atentado contra o promotor de justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho.

No andamento das investigações, o Gaeco descobriu que, uma semana antes da deflagração da operação, um dos principais acusados, responsável direto pela execução do plano para matar o promotor, se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas.

Vídeos apreendidos mostram o encontro realizado entre os investigados. O Gaeco apura informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao criminoso pelo investigador de polícia.

As apurações também levantaram que um dos principais membros da organização criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por um agente que se valia de informações privilegiadas. Com o aprofundamento do trabalho, o Gaeco apurou que o responsável direto pela extorsão seria um estagiário do próprio Ministério Público.

O então estagiário teria, meses antes, propositadamente teria se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins criminosos. Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o estagiário teria conseguido identificar criminosos de alto poder econômico e, então, direcionado esforços para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.

Dentre esses outros agentes públicos, estariam um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da Polícia Civil anos atrás pela prática do crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados com o uso de internet de um escritório de advocacia.

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