Etiquetas trocadas: casal segue preso e filhos “choram o tempo todo”

Defesa de Ahmed e Malak, presos na Turquia por tráfico de drogas, diz que filhos do casal estão deprimidos; nova audiência será no dia 24

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foto colorida das etiquetas trocadas no caso do empresário líbio Ahmed Hasan, preso injustamente por tráfico - Metrópoles
1 de 1 foto colorida das etiquetas trocadas no caso do empresário líbio Ahmed Hasan, preso injustamente por tráfico - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Globo

São Paulo — O casal líbio-brasileiro Ahmed Hasan e Malak Treki permanecerá preso provisoriamente, na Turquia, até a próxima audiência, prevista para 24 de janeiro, conforme informado pela defesa ao jornal Folha de São Paulo.

Segundo a advogada Luna Provazio, os filhos do casal estão deprimidos e com crises de choro. “As graves consequências dessa prisão injusta já estão repercutindo nos filhos pequenos do casal”, escreveu.

A advogada que representa o casal no Brasil disse ainda que as crianças, uma de 2 anos e meio e outra de 1 ano e meio de idade, “choram o tempo todo, perguntando pelos pais”.

A defesa acredita que o casal teve as etiquetas das malas trocadas por quadrilhas, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e colocadas em bagagens com grandes quantidades de cocaína enviadas para o exterior. Em outubro de 2022, malas com os nomes de Ahmed e Malak foram interceptadas pela polícia turca com 43 quilos da droga.

Mas os dois já estavam na Líbia, para onde seguiram viagem. Somente quando Ahmed voltou à Turquia, em maio de 2023, as autoridades o prenderam.

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O libio Ahmed Hasan teve as etiquetas com seu nome e de sua esposa colocadas em bagagens com cocaína no Aeroporto de SP
Etiquetas trocadas no caso do empresário líbio Ahmed Hasan, que foi preso acusado injustamente por tráfico; as etiquetas com seu nome foram trocadas no Aeroporto de Guarulhos
O libio Ahmed Hasan teve as etiquetas com seu nome e de sua esposa colocadas em bagagens com cocaína no Aeroporto de SP
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O libio Ahmed Hasan teve as etiquetas com seu nome e de sua esposa colocadas em bagagens com cocaína no Aeroporto de SP

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O libio Ahmed Hasan teve as etiquetas com seu nome e de sua esposa colocadas em bagagens com cocaína no Aeroporto de SP

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Etiquetas trocadas no caso do empresário líbio Ahmed Hasan, que foi preso acusado injustamente por tráfico; as etiquetas com seu nome foram trocadas no Aeroporto de Guarulhos

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Os relatórios e as provas produzidas pela Polícia Federal (PF) foram enviados oficialmente pelo Ministério da Justiça para a Turquia, ainda no início de dezembro, afirmou Luna.

O casal é considerado inocente pela PF. Não há inquérito policial nem processo contra eles no Brasil. Ahmed e Malak também não possuem antecedentes criminais, segundo a defesa.

O Metrópoles tentou contato com a advogada Luna Provazio, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Relembre o caso

Em outubro de 2022, Ahmed e Malak viajaram de São Paulo para Istambul. Eles desembarcaram, pegaram suas malas e deixaram o local normalmente. Alguns dias depois, foram para a Líbia. Mas algumas bagagens com os nomes deles em etiquetas retiradas de um carrinho de bebê só chegaram à Turquia dias depois, com as drogas.

Em maio de 2023, ao viajar sozinho para a Turquia, Ahmed foi detido. As malas com os 43 quilos da droga e com as etiquetas que tinham seu nome e o de sua mulher haviam sido despachadas de Guarulhos no dia 26 de outubro de 2022 — quatro dias depois de o casal ter deixado o Brasil. Quando as bagagens com as etiquetas trocadas chegaram a Istambul, foram interceptadas pela polícia turca.

“A justificativa da juíza, ao determinar a prisão, foi baseada no fato de o casal ser estrangeiro, o que colocaria em risco a efetividade da Justiça, [porque] eles poderiam fugir”, afirmou Luna.

A advogada também representou as brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, que foram presas na Alemanha em 2023, após terem as etiquetas trocadas em Guarulhos. Elas foram soltas depois de quase 40 dias na prisão.

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Jeanne e Kátyna compartilham nas redes o amor por viagens
Jeanne é veterinária; Kátyna é personal trainer
(da esq para dir) A advogada Luna Provázio, Jeanne Paollini e Kátyna Baía - Arquivo Pessoal
Jeanne Paollini durante voo de volta ao Brasil - Arquivo Pessoal
Kátyna Baía em voo de retorno ao Brasil - Arquivo Pessoal
Brasileiras presas injustamente brindam com cerveja após serem soltas na Alemanha
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Brasileiras presas injustamente brindam com cerveja após serem soltas na Alemanha

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Jeanne e Kátyna compartilham nas redes o amor por viagens
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Jeanne e Kátyna compartilham nas redes o amor por viagens

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(da esq para dir) A advogada Luna Provázio, Jeanne Paollini e Kátyna Baía - Arquivo Pessoal
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(da esq para dir) A advogada Luna Provázio, Jeanne Paollini e Kátyna Baía - Arquivo Pessoal

Jeanne Paollini durante voo de volta ao Brasil - Arquivo Pessoal
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Jeanne Paollini durante voo de volta ao Brasil - Arquivo Pessoal

Kátyna Baía em voo de retorno ao Brasil - Arquivo Pessoal
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Kátyna Baía em voo de retorno ao Brasil - Arquivo Pessoal

As duas estão juntas há mais de 17 anos
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As duas estão juntas há mais de 17 anos

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Segundo Luna, o argumento contra o casal “não tem o menor sentido”. “O Ahmed está lá [na Turquia] desde abril [de 2023]. Semanalmente, ele vai à polícia e coloca a digital dele. Não tentou fugir em nenhum momento”, disse.

Além disso, Malak foi espontaneamente participar da audiência do marido. “Ela nem era obrigada, estava na Líbia e foi para a Turquia acompanhar o julgamento”, afirmou Luna.

“Eles foram vítimas da falta de segurança nos aeroportos do Brasil e da irresponsabilidade por parte das companhias aéreas”, completou a advogada.

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