Estado pagará R$ 20 mil para jovem que presenciou massacre em Suzano
Justiça de São Paulo manteve indenização a estudante que teve traumas psicológicos após ataque à escola de Suzano, na Grande SP, em 2019
atualizado
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A Justiça de São Paulo determinou que o estado pague R$ 20 mil de indenização a um jovem que presenciou o massacre na escola Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana, em 2019. A vítima desenvolveu traumas psicológicos após o ocorrido.
Segundo o processo, o jovem estava na aula quando dois atiradores invadiram a escola e dispararam contra estudantes e funcionários. O ataque resultou em sete mortos e 11 feridos. Por causa do trauma, a vítima não conseguiu voltar à escola, passou a ter dificuldades de convívio social e retomou os estudos tardiamente.
Massacre de Suzano
- Em março de 2019, um adolescente, de 17 anos, e um jovem, de 25, invadiram o Colégio Raul Brasil em Suzano, a 55 km de São Paulo.
- O mais jovem atirou contra alunos e funcionários. O outro criminoso perseguiu e atingiu as vítimas com golpes de machadinha. Os dois cometeram suicídio após o massacre.
- Investigações revelaram que a dupla era ativa em fóruns da internet, nos quais predominam discursos de ódio misóginos, supremacismo branco, bullying e nazismo.
O estado foi condenado pela 1ª Vara Cível de Suzano e a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a indenização.
Na decisão, o desembargador Coimbra Schmidt argumentou que houve falha do ente público no cumprimento de deveres de vigilância e manutenção do ambiente escolar. “O Estado é responsável pela guarda e segurança do aluno, e deve ser responsabilizado pelos danos causados enquanto estiver sob sua vigilância, devendo ser afastada a alegação de caso fortuito externo, ainda que se conceitue como fator imprevisível e inevitável, estranho à atividade do estabelecimento de ensino”, disse o magistrado.















