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Esquerdogata: prefeitura abre processo disciplinar e analisa demissão

Prefeito de Ribeirão Preto anunciou processo administrativo disciplinar e analisa pedido de exoneração enviado pela Câmara Municipal

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Mulher branca, com semblante choroso, cabelos longos loiros soltos, até a altura dos ombros, usando camiseta da seleção brasileira de futebol - Metrópoles
1 de 1 Mulher branca, com semblante choroso, cabelos longos loiros soltos, até a altura dos ombros, usando camiseta da seleção brasileira de futebol - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

A Prefeitura de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, abriu um processo administrativo disciplinar para analisar o histórico profissional de Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, que foi presa por injúria racial e desacato a policiais militares. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Silva (PSD) nesta quarta-feira (29/10) em coletiva de imprensa.

A prefeitura também recebeu pedido de exoneração de Aline, atualmente licenciada do cargo de professora da rede municipal. No documento, o presidente da Câmara Municipal, Isaac Antunes (PL), afirmou que a conduta da servidora “viola os princípios da moralidade administrativa, do decoro e da dignidade da função pública”.

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Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política
"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política
Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs
Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP
Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato
Influenciadora Esquerdogata tem mais de 800 mil seguidores
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Influenciadora Esquerdogata tem mais de 800 mil seguidores

Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política
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Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política

"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política
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"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política

Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs
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Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs

Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP
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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP

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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato
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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato

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Para o prefeito Ricardo Silva, a demissão da Esquerdogata se tornou uma medida “inevitável”. “A questão de utilizar elementos étnicos para fazer ataques, todo o desrespeito, o desacato, a resistência e a injúria racial, isso afronta a lei, inclusive a previsão textual para a demissão a bem do serviço público”, disse.

De acordo com Silva, Aline apresentou “inúmeros” atestados médicos enquanto não estava afastada e teve mais de 83 faltas injustificadas. “Vamos apurar o porquê de essa senhora ter continuado no serviço público sem ser punida.”

Aline é professora de Educação Básica 1 na Secretaria Municipal da Educação de Ribeirão Preto, da qual está de licença não remunerada, de três anos, desde 22 de julho do ano passado. No ano anterior, ela conseguiu nove afastamentos remunerados por faltas, motivos de saúde e licença-prêmio, como constam em edições do Diário Oficial do município.

Prisão de Esquerdogata

Esquerdogata foi presa acusada de cometer o crime de injúria racial, desacatar policiais militares (PMs) e resistir à prisão, na madrugada de sábado (25/10), em Ribeirão Preto (veja abaixo). O crime racial teria acontecido quando a influenciadora, que estava em um bar, avistou os PMs concluindo uma ação de fiscalização e se aproximou deles, com o celular em mãos. Ao se aproximar, ela teria afirmado a um policial: “Um preto querendo foder outro preto”.


A defesa de Aline afirmou ao Metrópoles, em nota, que a influenciadora pretende pedir desculpas pessoalmente ao policial militar a quem dirigiu ofensas de cunho racial, econômico e cultural.

Aline teria se aproximado de PMs do 51º Batalhão do Interior, que haviam acabado de concluir uma ação de fiscalização no cruzamento das ruas Florêncio de Abreu e Cerqueira César, quando teria afirmado “um preto querendo foder outro preto”, como consta em relatório da PM, obtido pelo Metrópoles.

Os PMs então começaram a gravar com seus celulares a influenciadora, que passou a ser indagada sobre a afirmação racista. Aline, então, afirmou que não havia cometido injúria, mas questionado como o policial abordava uma pessoa na mesma “condição de classe” que o militar.

Com sinais de embriaguez, condição que a própria influenciadora afirmava estar, Aline Bardy foi presa, momento a partir do qual passou a ofender e desacatar os PMs, com frases preconceituosas sobre salário e cultura.

Em mais de um momento, ela afirmou aos policiais contar com um milhão de seguidores nas redes sociais. Ela ainda teria cometido preconceito linguístico ao afirmar que um dos policiais, em outra audiência na qual ambos participaram, não teria conjugado corretamente um verbo, durante o depoimento.

Aline Bardy negou o crime racial, por meio de sua defesa. O advogado Douglas Eduardo Marques afirmou ao Metrópoles, por telefone, que sua cliente “está abalada”, após passar a noite presa. Ela foi solta, ainda no sábado, em audiência de custódia, e terá de cumprir medidas cautelares “de praxe”, como não sair à noite ou frequentar determinados lugares.

Quem é Esquerdogata

Comunicadora, professora e militante política, a influenciadora Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, soma mais de 800 mil seguidores nas redes sociais e, segundo ela própria, é referência em análises críticas, conteúdos sobre política e debates que unem informação e mobilização.

Em seu Instagram, ela publica vídeos e textos sobre diversos tópicos, como o tráfico de drogas ser uma questão de saúde pública, análises sobre o mercado financeiro e o “rombo nas contas públicas” .

A Esquerdogata também possui uma loja de produtos como roupas e copos que, de acordo com ela, nasceu do desejo de fortalecer a luta coletiva, levando adiante a mensagem da esquerda de forma “criativa, acessível e autêntica”.

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