SP: esquerda faz ato em consulado dos EUA contra sequestro de Maduro
Partidos e organizações de esquerda marcaram, para esta segunda (5), ato contra o ataque dos EUA à Venezuela e prisão de Nicolás Maduro
atualizado
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Partidos e entidades de esquerda marcaram atos em várias capitais brasileiras contra o ataque dos Estados Unidos que prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em São Paulo, o protesto está marcado para as 16h desta segunda-feira (5/1) em frente à embaixada americana, na zona sul da capital.
Para o secretário de movimentos sociais do PT paulista, Simão Pedro, a escolha do local foi feita “para mandar o recado que há uma insatisfação no mundo inteiro” em relação ao ataque americano que culminou na prisão de Maduro, considerada sequestro pelos manifestantes.
“[O objetivo é] denunciar, em especial, o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores, que é o que declaradamente desencadeou todo esse processo de invasão dos Estados Unidos”, diz Ceres Hadich, integrante da coordenação nacional do Movimento Sem Terra (MST).
Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados pelas tropas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na madrugada de sábado (3/1). Maduro deve ser julgado em Nova York por suposta conspiração para importação de cocaína com grupos narcoterroristas.
A operação durou cerca de 5 horas, com bombardeio surpresa em Caracas. No entanto, os EUA fecharam o espaço aéreo venezuelano e determinaram bloqueio dos petroleiros que entram e saem da Venezuela. Aliados de Maduro alegam que as ações militares americanas têm o intuito de se apossar das reservas de petróleo do país sul-americano.
Como se organizaram os atos no Brasil
Os protestos foram deliberados no domingo (4/1) em reuniões online. A manifestação foi organizada em conjunto com mais de 50 organizações e partidos políticos brasileiros de esquerda, como PT, PSol, PCdoB, Frente Povo Sem Medo, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Nacional dos Estudantes (UNE) e MST.
Os grupos formaram uma frente ampla de solidariedade à Venezuela. Representantes se reuniram, também no domingo, com integrantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), partido fundado por Hugo Chávez e, atualmente, presidido por Maduro.
Além de São Paulo, os protestos desta segunda ocorrem em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte, entre outras capitais.
Representantes da esquerda também convocaram novas manifestações nacionais, no dia 8 de janeiro, para lembrar à invasão bolsonarista ao Congresso Nacional, em 2023. A Venezuela deve ser uma das pautas do protesto.
