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Eleições 2026São Paulo

Equipe de Lula diz que PM dificultou ato da Paulista e migra para a Augusta

Prefeitura de São Paulo já havia tentado barrar ato com Lula na Paulista. PT obteve decisão na justiça autorizando realização do evento

03/10/2026 10:42, atualizado 03/10/2026 15:57
Rebeca Ligabue/Metrópoles
Lula e Haddad em ato na Augusta

O Partido dos Trabalhadores (PT) não conseguiu iniciar o ato de campanha neste sábado (3/10) na Avenida Paulista e teve que seguir para a Rua Augusta, ambas na região central da cidade. Representantes da campanha petista responsabilizaram a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela alteração e afirmaram que a Polícia Militar (PM) impediu que trios elétricos estacionassem na via.

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamaram da truculência dos agentes no local. Além disso, PMs foram vaiados pelo público.

Conforme publicado pelo Metrópoles, a prefeitura tentou proibir a caminhada durante a semana, que tem a presença de Lula e do candidato ao governo Fernando Haddad (PT), assim como as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). O partido havia obtido autorização judicial para realizar o ato na Paulista.

Em nota, a Polícia Militar alegou que “até o momento, não há qualquer impedimento por parte da Instituição ao trajeto desejado pelos manifestantes”. “Segundo informações recebidas pela PM, os organizadores estariam mantendo o ato em determinado ponto, à espera da chegada de participantes. As equipes realizam o balizamento do ato e buscam contato direto com os organizadores, em articulação com os órgãos municipais e estaduais envolvidos, para prevenir acidentes e minimizar transtornos.”

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“Também mantêm contato com os órgãos responsáveis, solicitando os ajustes necessários no trânsito, incluindo eventuais interdições para garantir a segurança dos participantes e de quem circula pela região. Até o momento, não há registro de incidentes”, finalizou a corporação.

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Lula participa de ato na Paulista um dia antes do primeiro turno
Lula e Haddad em ato na Augusta
Ato de Lula na Rua Augusta
Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista
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Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista
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Haddad, Tebet, marina, Lula e Alckmin em ato na Augusta
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Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista
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Candidato ao governo de SP, Fernando Haddad participa de ato na Avenida Paulista

Diogo Zacarias

Prefeitura tentou barrar caminhada com Lula na Paulista

  • A Prefeitura de São Paulo informou inicialmente que a caminhada na Avenida Paulista com Lula e Haddad, marcada para as 10h deste sábado, não estava autorizada.
  • Segundo a gestão Nunes, a via deverá ficar desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. O prefeito é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
  • A justificativa foi uma recomendação do TRE-SP para que ruas e avenidas não sejam bloqueadas nos finais de semana das eleições. “O objetivo desta medida é evitar qualquer tipo de obstrução ao acesso e circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas”, explicou a administração municipal.
  • O requerimento do tribunal, no entanto, pede a liberação de vias apenas no domingo (4/10), sem que haja menção sobre proibir atos na Paulista na véspera da eleição.
  • A Coligação Desperta São Paulo, da qual o PT faz parte, entrou na Justiça e obteve uma autorização para que a caminhada seja realizada, desde que o trânsito de veículos não seja impedido.
  • Em comunicado, o partido lamentou o que chamou de “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”.
  • Já o prefeito Ricardo Nunes criticou a caminhada. “Pedimos para que tenham bom senso e façam em local que não atrapalhe o trânsito, mas parece que o objetivo deles é criar confusão”, disse ao Metrópoles.

A campanha do PT também promete realizar um ato na Paulista durante a apuração dos votos neste domingo. O evento havia sido proibido pela prefeitura com base no pedido do TRE-SP para que a avenida permaneça integralmente desobstruída.

O Metrópoles procurou a gestão de Ricardo Nunes sobre o ato e aguarda retorno.