Conheça as 4 empresas que disputam reforma do Viaduto do Chá e entorno
Reforma orçada em mais de R$ 70 milhões recebeu propostas de 4 empresas. Anúncio da vencedora da licitação deve ser divulgado em maio
atualizado
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A Prefeitura de São Paulo divulgou nessa segunda-feira (13/4) as propostas apresentadas pelas empresas que participam da licitação para reforma do Viaduto do Chá, da Praça do Patriarca e do entorno do Theatro Municipal, no centro da capital. Orçada em mais de R$ 70 milhões, a iniciativa prevê corrigir problemas estruturais.
No total, segundo a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SPObras), quatro empresas apresentaram sua propostas:
- Consórcio Eixo Cultural São Paulo (formado pelas empresas Paulista Obras e Pavimentação Ltda., Amazônia Ambiental – Consórcio, Serviços e Construções Ltda., Venezian Maven Engenharia Ltda., PCS Obras e Locações Ltda. e Sanejets Engenharia Civil e Saneamento Ltda.), com valor de R$ 63.888.876,24;
- Consórcio Novo Centro (Construtora e Incorporadora Squadro Ltda., Construtora LDN Ltda. e Vision GS Serviços Ltda.), com R$ 68.891.040,26;
- Consórcio Novo Viaduto do Chá (Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S.A., M4 Construções Ltda. e Enpasa Engenharia Pavimentação e Saneamento Ltda.), com R$ R$ 71.395.894,64;
- Lemam Construções e Comércio S.A., com R$ 72.882.208,84.
O vencedor ainda não foi anunciado pela gestão municipal, que deve agora analisar a documentação das concorrentes. Após a divulgação do resultado, as empresas perdedoras poderão apresentar recurso antes da assinatura do recurso, em até cinco dias.
A obra prevê a troca das pedras portuguesas da região por piso de granito, o deslocamento de bancas de jornal para a parte de trás do Theatro e a transferência da estátua de José Bonifácio para o centro da Praça do Patriarca.
A reforma deve solucionar os problemas estruturais, em especial da Galeria Prestes Maia que sofre com casos de infiltração. No projeto, também está inclusa a instalação de um ponto de ônibus em cima do viaduto e de um bondinho em frente ao Shopping Light, que será utilizado como ponto de informações turísticas.
O anúncio dos vencedores deve ser feito até o fim de maio deste ano e a previsão, segundo a Prefeitura, é de que a obra dure cerca de 18 meses. Os gastos iniciais foram previstos em R$ 58 milhões, mas atualmente já superam a casa dos R$ 70 milhões.
Polêmica da Praça do Patriarca
Um dos pontos da reforma proposta pela gestão Ricardo Nunes (MDB) previa um envidraçamento que fecharia a marquise criada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, na Praça do Patriarca, alvo de grande polêmica e que foi suspenso após uma decisão contrária do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).
A marquise, instalada durante a gestão de Marta Suplicy (PT), foi alvo de debates, sob o argumento de que ela impede a visão completa do centro novo aos que estão localizados no fundo da praça. Em julho de 2025, Nunes chegou a aventar a possibilidade de transferir a marquise para um local com “maior visibilidade”, dependendo do aval dos familiares do arquiteto.
Porém, a família de Mendes da Rocha se posicionou contra a mudança. A prefeitura, então, apresentou a proposta de envidraçamento no entorno da entrada da galeria, que foi igualmente criticada. Em entrevista ao Metrópoles na época, o filho do arquiteto, Pedro Mendes da Rocha, defendeu a continuidade da obra onde ela está hoje.










