Empresário vai responder por fraude ao seguro por enterrar carro no quintal
Empresário fez BO por roubo em 2020, mas o veículo estava enterrado em terreno da própria empresa, segundo a Polícia Civil

São Paulo — A perícia da Polícia Civil concluiu que o empresário Edivaldo Batista dos Santos, de 57 anos, deve responder por fraude contra seguros após o laudo definir que o carro declarado como roubado em 2020, estava, na verdade, enterrado no terreno da Lubrimatic, empresa do indiciado, em Várzea Paulista, no interior de São Paulo.
A carcaça foi localizada em 3 de fevereiro de 2025, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na empresa Lubrimatic. Segundo os relatos policiais, o empresário inicialmente negou a existência do veículo enterrado, mas depois indicou o ponto onde estavam os restos do automóvel. Uma retroescavadeira foi utilizada para retirar o material.

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Ver todasO veículo era uma Fiat Ducato Cargo branca, ano 2008, modelo 2009. Em dezembro de 2020, Edivaldo registrou um boletim de ocorrência em Cajamar, informando que o automóvel havia sido roubado.
A seguradora confirmou, com documentação, que pagou a indenização para Edivaldo. “Nesse caso, a suspeita de fraude foi levantada pela própria Polícia a partir da identificação do veículo e verificação da existência de queixa de roubo em nome do próprio dono do imóvel”, informa Adriano Scattini, da Advocacia Zacarelli, que representa a seguradora nesse caso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAo Metrópoles, a defesa esclarece que o indiciado afirma sua inocência e que irá contestar o laudo pericial. “A autoridade policial baseou o indiciamento em perícia realizada oficialmente. A defesa, contudo, aponta inúmeras falhas técnicas no laudo pericial. Essas inconsistências serão questionadas pelas vias legais cabíveis. A defesa impugnará o indiciamento e buscará o trancamento do inquérito policial. Também requererá a realização de nova perícia para esclarecer os pontos controvertidos”, argumenta (leia nota completa no final da matéria).
Golpe do seguro
- O carro enterrado foi encontrado dentro do terreno de uma empresa. Duas armas de fogo também foram apreendidas.
- Preso em flagrante por crime ambiental, o homem é o dono do estabelecimento.
- Uma retroescavadeira retirou o veículo da terra.
- A carcaça estava abaixo de uma superfície cimentada.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o indiciado foi liberado após pagamento de fiança. O caso foi registrado como crime por “causar poluição em qualquer ambiente e localização/apreensão de objetos”.
Confira a nota completa da defesa de Edivaldo
“O advogado Antonio Roberto Daros, OAB/SP 351.059, defensor de Edivaldo Batista dos Santos, manifesta-se sobre o caso. Edivaldo foi indiciado pela suposta prática de crime de fraude contra o seguro. O indiciamento é ato unilateral da autoridade policial, fundado nos elementos reunidos durante a investigação. Não constitui condenação nem comprova, por si só, a responsabilidade penal do investigado.
A autoridade policial baseou o indiciamento em perícia realizada oficialmente. A defesa, contudo, aponta inúmeras falhas técnicas no laudo pericial. Essas inconsistências serão questionadas pelas vias legais cabíveis. A defesa impugnará o indiciamento e buscará o trancamento do inquérito policial. Também requererá a realização de nova perícia para esclarecer os pontos controvertidos.
A medida é necessária para que os fatos sejam apurados de forma completa e rigorosa. Edivaldo Batista dos Santos afirma sua inocência. A defesa sustenta que as falhas apontadas comprometem as conclusões do laudo. Todos os elementos deverão ser examinados antes de qualquer conclusão sobre o caso. A defesa confia que a apuração adequada esclarecerá os fatos e demonstrará a inocência de Edivaldo.”
