Empresário preso pela PF está ligado a 3 entidades da Farra do INSS

Empresário Maurício Camisotti controlava três entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com a farra dos descontos indevidos do INSS

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Prédio do INSS em Brasília - Metrópoles
1 de 1 Prédio do INSS em Brasília - Metrópoles - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O empresário Maurício Camisotti, preso em operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (12/9), controlava três entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão com a farra dos descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele recebeu, por meio de suas empresas, ao menos R$ 43 milhões das entidades investigadas por fraude nas cobranças, segundo a Polícia Federal (PF)

Todas essas três entidades investigadas pela PF são sediadas em escritórios comerciais em São Paulo. Juntas, somente no último ano, elas faturaram R$ 580 milhões. A PF obteve a suspensão do acordo da Ambec com o INSS — essa entidade foi a que mais repassou dinheiro para as empresas de Camisotti: R$ 30,1 milhões.

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PF listou relações entre dirigentes de associações e empresas e seu parentesco com Camisotti
PF fez uma teia com todas as transações financeiras entre empresas ligadas a Camisotti e associações
PF fez teia somente para relações financeiras diretas entre Camisotti e as entidades
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PF fez teia somente para relações financeiras diretas entre Camisotti e as entidades

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PF listou relações entre dirigentes de associações e empresas e seu parentesco com Camisotti
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PF fez uma teia com todas as transações financeiras entre empresas ligadas a Camisotti e associações
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PF fez uma teia com todas as transações financeiras entre empresas ligadas a Camisotti e associações

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O Metrópoles já havia revelado que a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap) tinham como diretores estatutários funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

Laranjas

Entre as pessoas ligadas a Camisotti listadas pela PF estão, por exemplo, Maria Inês Batista de Almeida, que presidiu a Ambec entre 2023 e 2024. O Metrópoles já havia mostrado que ela se apresenta como auxiliar de dentista em um documento apresentado à Justiça. No entanto, a PF identificou que ela é registrada como faxineira de empresas de Camisotti.

Primos, sobrinhos, uma irmã e um ex-cunhado aparecem como sócios de empresas e associações ligadas ao empresário. Todas essas companhias movimentaram cifras milionárias com as entidades. Quatro empresas do grupo de Camisotti, o Total Health, receberam R$ 43 milhões das associações, segundo as quebras de sigilo bancário.

Entre elas, estão a Prevident e a Rede Mais, do ramo de saúde, e a Benfix, uma corretora de seguros em nome do próprio empresário. A Prevident, por exemplo, é dirigida por José Hermicesar Brilhante Palmeira, que foi secretário-geral estatutário da Ambec na gestão de Maria Inês, e recebeu sozinha R$ 16,3 milhões da Ambec.

O que diz a defesa

A defesa do empresário Maurício Camisotti afirma que não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação relacionada à investigação de fraudes no INSS. Os advogados disseram que houve arbitrariedade cometida durante a ação policial.

“Camisotti teve seu celular retirado das mãos no exato momento em que falava com seu advogado. Tal conduta afronta garantias constitucionais básicas e equivale a constranger um investigado a falar ou produzir prova contra si próprio”, disse, em nota.

“A defesa reitera que adotará todas as medidas legais cabíveis para reverter a prisão e assegurar o pleno respeito aos direitos e garantias fundamentais do empresário”, completou.

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