Empresa ligada a clube de futebol é alvo de mandados em São Paulo
Alvo da operação “Estrela Cadente” é empresa que fazia uso indevido da imagem de clubes de futebol para promover rifas eletrônicas ilegais
atualizado
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O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nesta sexta-feira (10/4) uma operação com desdobramentos em São Paulo para investigar um grupo suspeito de envolvimento em crimes de promoção de rifas eletrônicas ilegais e suspeita de lavagem de dinheiro.
A ação, batizada de “Estrela Cadente”, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, um escritório da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, e casas nas cidades de Santo André e São Caetano, na região metropolitana.
De acordo com o MPRS, a empresa alvo da ação tem abrangência nacional e fazia uso indevido do nome e da imagem de clubes de futebol para conferir aparência de legalidade às campanhas, além de praticar fraudes patrimoniais e lavagem de dinheiro
As diligências foram realizadas com apoio de forças de segurança e integram um conjunto de medidas coordenadas para desarticular o esquema. Foram apreendidos celulares, computadores, documentos, contratos, registros financeiros e outros materiais que possam comprovar as irregularidades.
A investigação é conduzida no âmbito das atribuições do Ministério Público, que atua na defesa da ordem jurídica e no combate a crimes que afetam o interesse público. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o número de alvos ou a identidade dos envolvidos, em razão do sigilo das apurações.
“A ação integra o planejamento estratégico da coordenação do GAECO e tem como foco o enfrentamento qualificado à lavagem de dinheiro, com atenção às estruturas financeiras utilizadas com proveito do crime. Iniciativas como a Operação Estrela Cadente demonstram nosso compromisso em seguir avançando contra atividades criminosas, enfraquecendo os mecanismos que viabilizam suas atividades ilícitas”, destacou o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas.
O órgão informou que novas fases da operação não estão descartadas, a depender do avanço das investigações e da análise do material apreendido.






