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Em meio à ameaça de greve, 3 consórcios devem disputar leilão da CPTM

Empresas europeias, chinesas e brasileiras demonstraram interesse e têm até as 11h desta terça-feira para enviar propostas

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1 de 1 Imagem mostra trem da linha 7 em estação - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

São Paulo — As empresas interessadas em concorrer ao leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) têm de entregar as propostas na B3, a bolsa de valores de São Paulo, entre 10h e 11h desta terça-feira (25/3). Empresas chinesas, europeias e brasileiras devem disputar o certame, marcado para a próxima sexta-feira (28/3), que irá definir a concessão do Lote Alto Tietê.

Em assembleia na quinta-feira passada (20/3), funcionários da estatal aprovaram greve para a quarta-feira (26/3) para protestar contra a privatização. Apesar da resistência, o governo de Tarcísio de Freitas afirma que o calendário previsto não sofrerá alterações. A movimentação dos ferroviários, que devem fazer um protesto em frente à B3, também não deve alterar a disputa de empresas que se organizam em três consórcios para concorrer à compra das linhas ferroviárias.

O consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos, responsável pela operação do Trem Intercidades (TIC), que ligará São Paulo a Campinas, deve concorrer ao leilão. O consórcio é formado pelo grupo Comporte, holding brasileira formada pelo empresário Nenê Constantino, e a CRRC, estatal chinesa com sede em Pequim, que é uma das maiores fornecedoras de material rodante ferroviário. A CCR, que domina as concessões rodoviárias de São Paulo, também pode se unir ao consórcio para disputar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

Empresas da Europa também têm demonstrado interesse no leilão. Um consórcio composto por três empresas europeias deve entrar na disputa. A italiana Webuild e as francesas Sacyr e Keolis devem se unir para apresentar uma proposta para a concessão das três linhas da CPTM.

Outra francesa também abriu conversas com a gestão Tarcísio. Trata-se da Transdev, empresa de mobilidade com forte influência em Portugal. Na agenda do secretário de Parcerias em Investimentos de São Paulo, Rafael Benini, consta uma reunião de integrantes da empresa e do banco BTG no dia 22 de novembro do ano passado.

O leilão do Lote Alto Tietê, que prevê a concessão das três linhas, compreende 124 km de ferrovias por 25 anos. O projeto também prevê a construção de dez novas estações, das quais oito serão de responsabilidade da concessionária e duas da CPTM.

Greve na CPTM

A primeira mobilização dos ferroviários que tentam barrar a venda das três linhas será em frente à sede da bolsa de valores nesta terça-feira (25/3). A paralisação, prevista para quarta-feira (26/3), deve afetar 830 mil passageiros por dia, conforme levantamento com base em dados da CPTM. Os grevistas não determinaram uma data para o fim dos protestos.

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