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São Paulo

Em atrito com empreiteira, Tarcísio tenta romper contrato de obra do Metrô

Gestão Tarcísio abriu processo de destrato às empresas que fazem obra do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô, que já tem 9 anos de atraso

Bruno Ribeiro03/03/2023 14:38
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Governo do Estado de São Paulo
Linha 17-Ouro

São Paulo – A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) abriu um processo de destrato com o Consórcio Monotrilho Ouro (CMO) para suspender o contrato de construção da linha de monotrilho que ligaria o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com a rede de Metrô da cidade.

A obra, da Linha 17-Ouro, deveria ter ficado pronta na Copa de 2014 e já contabiliza quase nove anos de atraso. Em 2020, o CMO assumiu a obra após uma série de paralisações e disputas judiciais entre o governo e a Andrade Gutierrez, empreiteira que havia iniciado o projeto.

O CMO é formado pelas empresas KPE Performance e a Coesa, antiga OAS, uma das pivôs do escândalo da Lava Jato. Segundo o Metrô, a notificação sobre o destrato aponta “atrasos, multas e possibilidade de suspensão de novos contratos públicos”.

As obras estavam seguindo em ritmo abaixo do esperado. Quem passava pela Avenida Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, frequentemente via canteiros parados. O Metrópoles questionou as empresas sobre o movimento da gestão Tarcísio, mas não teve resposta.

Uma das propostas em estudo pelo governador é transferir o término das obras para a ViaMobilidade, empresa do Grupo CCR que já venceu a concessão para operar a linha quando ela estiver pronta (junto com a Linha 5-Lilás do Metrô).

Tarcísio vem atuando em favor da empresa em uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre falhas em outras linhas administradas pela empresa, a 8-Diamante e a 9-Esmeralda da rede de trens, que pertenciam à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Por outro lado, a Coesa já tem outros litígios com a gestão Tarcísio. A empresa enviou, nesta semana, uma petição ao governo paulista para suspensão da licitação para o retorno das obras do Trecho Norte do Rodoanel e cobrando valores que seriam devido à companhia por causa deste projeto. O governo pretende retomar a obra neste mês.

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