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Efeito zumbi: SP faz exame com fios de cabelo para investigar drogas K

Governo de SP usa amostras de fios de cabelo de usuários para descobrir quais são os tipos de drogas K que estão circulando nas ruas

atualizado

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1 de 1 baixa_denarc-edit-k9_1 - Foto: Divulgação/Denarc

São Paulo – O governo de São Paulo está usando amostras de cabelo de dependentes químicos para investigar a circulação das drogas K, os canabinóides sintéticos que provocam o chamado “efeito zumbi” nos usuários, nas ruas das cidades paulistas.

As mechas têm sido coletadas com dependentes que frequentam o HUB de Cuidados em Crack e Outras Drogas, próximo à região da Cracolândia, no centro da capital paulista. Até agora, 30 amostras foram enviadas para análise nos laboratórios parceiros da Secretaria Estadual da Saúde.

Diretor do HUB, o psiquiatra Quirino Cordeiro afirma que os fios de cabelo permitem saber quais substâncias foram consumidas pelos usuários, mesmo que a utilização tenha acontecido dias antes.

“Cada centímetro de cabelo corresponde a um mês [de informações biológicas]. Então, se nós pegarmos uma amostra de cabelo que tem 4 cm, nós conseguiremos avaliar o uso de substâncias dos últimos quatro meses”, afirma o médico.

A análise do material é importante para entender quais canabinóides sintéticos têm circulado no estado e qual a composição deles. Até agora, tanto a Polícia Civil quanto os agentes de saúde têm poucas informações sobre o tráfico das drogas K.

“A grande questão é que nós não sabemos exatamente quais são essas substâncias”, conta Quirino. “Nós abrimos uma frente de investigação para identificar exatamente quais são essas substâncias”.

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O resultado da análise das amostras deve sair em até duas semanas. Um estudo feito pela Secretaria Estadual da Saúde mostrou que 13,9% das pessoas que procuram os serviços do HUB no centro da cidade fazem uso das drogas K.

Os entorpecentes são comercializados com nomes como K2, K4, K9, Spice ou maconha sintética. Apesar do nome de “maconha sintética”, a droga não é derivada da planta.

O número de registros de intoxicação por essa categoria de entorpecentes cresceu na cidade de São Paulo no último ano. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (20/6) pela Secretaria Municipal da Saúde, os registros passaram de 99 em todo o ano passado para 411 nos primeiros meses de 2023.

A droga debilita os usuários física e psicologicamente, causando o chamado “efeito zumbi”. Veja o vídeo abaixo.

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