Após conversa com Eduardo, Nikolas vira atração de ato bolsonarista
Com Nikolas, ato bolsonarista em SP deve centrar fogo contra Alexandre de Moraes, alvo de sanção dos EUA intermediada por Eduardo Bolsonaro
atualizado
Compartilhar notícia

Com a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornou atração do ato bolsonarista na Avenida Paulista, marcado para este domingo (3/8).
Principal organizador da manifestação, o pastor Silas Malafaia compartilhou, em listas de transmissão, vídeo do deputado mineiro convocando a população para o ato em São Paulo. Na convocação, Nikolas elenca atitudes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para motivar a população a ir às ruas.
Nikolas anunciou que irá protocolar um pedido de impeachment contra Moraes, no mesmo dia que o governo americano aplicou a lei Magnitsky contra o magistrado. A sanção ao ministro do STF é a principal demanda do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desde que se mudou para os Estados Unidos, no fim de fevereiro.
O deputado mineiro também divulgou uma campanha contra Moraes nas redes sociais. Ele tem publicado um “placar” com o posicionamento dos senadores sobre o impeachment do magistrado. O site mostra 34 senadores favoráveis, 19 contrários e 28 indefinidos – entre eles, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por pautar uma proposta de impeachment.
Os atos coordenados contra Moraes simbolizam uma trégua na relação entre Nikolas e Eduardo. O filho “zero três” de Bolsonaro criticou, há uma semana, publicamente o deputado mineiro nas redes sociais após uma série de ataques velados.
Segundo aliados, no início da semana, Eduardo e Nikolas teriam conversado por intermediação do youtuber Paulo Figueiredo. Eles teriam decidido deixar as diferenças de lado para se concentrar em ataques a Alexandre de Moraes, o inimigo em comum dos bolsonaristas.
Presenças e ausências na Paulista
Nikolas vai participar de um ato na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, pela manhã, e do ato na Paulista, à tarde. Jair Bolsonaro não poderá ir ao ato por decisão judicial. Devido às medidas cautelares impostas por Moraes, em 18 de julho, o ex-presidente deve ficar em casa desde a noite de sexta-feira até o fim do domingo. A mesma decisão determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
A manifestação também não deve contar com a presença de governadores. Tarcísio não deve ir à Paulista porque fará, na tarde de domingo, um procedimento para retirar um nódulo da tireoide. A operação será realizada no Hospital Albert Einstein, na zona oeste, com alta prevista para o mesmo dia.
Os governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Junior (Paraná) e Jorginho Mello (Santa Catarina), que já participaram de outras manifestações bolsonaristas, também não devem comparecer à Paulista. Eles não confirmaram se irão participar das manifestações em seus estados.
Outros políticos irão ficar apenas em seus estados de origem. É o caso do líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), que irá participar do ato em Porto Alegre. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), vai participar do ato em Natal.
Eduardo x Nikolas
- No dia 29 de junho, último ato com Jair Bolsonaro na Paulista, aliados de Eduardo reclamaram da falta de engajamento de Nikolas. Na visão de políticos próximos ao filho de Bolsonaro, o mineiro havia se engajado pouco para convocar manifestantes às ruas. Além disso, Nikolas faltou ao ato, pois seria padrinho do casamento de um amigo na mesma data.
- Sem citar Nikolas, Eduardo publicou, no dia seguinte, uma indireta ao deputado mineiro no Instagram. O filho “zero três” de Bolsonaro alertou aos seus seguidores para prestarem atenção a “quem compareceu, quem não compareceu, como é que foram os discursos, quem é que faz o embate”.
- Segundo interlocutores, além de Nikolas, a mensagem mirou Tarcísio de Freitas, que foi à Paulista, mas não atacou o STF nem Moraes. O governador de São Paulo apostou em um discurso nacionalizado e abriu fogo contra o governo Lula e o PT.
- Na última semana, a crítica se tornou pública, quando Eduardo desabafou contra o mineiro nas redes sociais e disparou: “É triste ver a que ponto o Nikolas chegou”.
- Interlocutores dizem que os deputados bolsonaristas conversaram no início da semana e selaram uma trégua.








































