Dona de creche que deu tapas em rosto de criança é condenada à prisão. Veja vídeo
Marina Rodrigues de Lima foi flagrada agredindo aluno dentro da creche Alegria de Saber, em Osasco, na Grande São Paulo
atualizado
Compartilhar notícia

Marina Rodrigues de Lima, a dona de uma creche particular que foi filmada (veja vídeo abaixo) dando tapas em um bebê de 2 anos, em Osasco, na Grande São Paulo, foi condenada a cinco anos e dez meses de prisão em regime fechado pela Justiça paulista. Presa preventivamente desde o ano passado, quando foi encontrada foragida na Rodovia Júlio da Fabro, em Ibiúna, no interior do estado, a mulher recorreu à decisão judicial.
De acordo com a decisão, Marina foi condenada pelo crime de tortura, praticado 14 vezes em continuidade delitiva contra crianças. A investigação apurou que a mulher já havia agredido outros alunos antes do bebê. Por se tratar de um processo envolvendo crianças e adolescentes, o documento tramita em segredo de justiça e mais detalhes foram preservados.
Ex-diretora e proprietária da Escola de Educação Infantil Alegria de Saber, a mulher foi flagrada, em fevereiro de 2025, batendo no rosto de um menino durante uma refeição na creche. Nas imagens, gravadas por uma ex-funcionária, Marina chacoalha o aluno, tenta obrigá-lo a beber em um caneca e, ao perceber resistência, dá tapas no rosto da criança.
Marina teve a prisão temporária decretada pela Justiça em 11 de fevereiro de 2025, e ficou foragida por três dias antes de ser detida. Por envolver uma criança, o processo tramita, desde então, em segredo judicial.
Segundo a Prefeitura de Osasco, na época da agressão, a administração cassou o alvará de funcionamento da creche, prestou apoio às famílias e transferiu as crianças matriculadas no local para outras unidades da rede municipal.
Relembre
- Marina Rodrigues de Lima é investigada pela Polícia Civil por maus-tratos e lesão corporal.
- Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o episódio não foi isolado. A mulher é investigada por agressões contra crianças de 2 e 3 anos, ocorridas na mesma creche.
- “A autoridade policial analisa imagens de câmeras de segurança e realiza a oitiva de testemunhas, funcionários e demais envolvidos”, destacou a pasta, em nota, na época.
