Diarista é contida por PMs após cobrar dívida de patrão na Paulista. Veja vídeo
Mulher estava acompanhada da filha de 7 anos quando foi detida pelos PMs e colocada em viatura. Caso foi registrado como ameaça e danos
atualizado
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Uma mulher foi contida por policiais militares na Avenida Paulista, região central de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (10/4), e colocada à força dentro de uma viatura por resistir à ação policial. De acordo com a PM, a mulher é uma diarista que estava no local para cobrar os valores devidos pelo antigo patrão após ser dispensada. Ela estava acompanhada da filha de 7 anos.
Imagens feitas por uma testemunha mostram a ação dos policiais militares. Dois agentes colocaram a mulher no chão e a algemaram.
Veja:
Quando a mulher voltou a ficar de pé, repetiu diversas vezes que entraria na viatura e iria à delegacia, mas que gostaria que as algemas fossem retiradas.
A PM afirma que a mulher foi algemada por ter apresentado forte agitação e resistência ativa. Ainda segundo a corporação, a medida foi adotada para garantir a segurança dos agentes e da própria envolvida. O equipamento foi retirado assim que ela se acalmou no interior da viatura.
Em nota, a PM afirmou que a mulher danificou a porta de vidro e ameaçou funcionários da uma empresa no local. A ocorrência foi apresentada no 78º Distrito Policial (Jardins), onde o boletim de ocorrência foi registrado como ameaça e dano material.
Ofícios para a SSP
A deputada estadual Ediane Maria (PSol-SP) protocolou dois ofícios destinados à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e à Ouvidoria das Polícias de São Paulo, neste sábado (11/4), questionando a conduta dos PMs envolvidos na ocorrência e pedindo que eles sejam investigados.
Em um dos documentos, a deputada questiona quais protocolos foram adotados na condução da ação policial, se houve instauração de procedimento interno para apuração dos fatos e eventual responsabilização dos agentes e quais medidas a SSP pretende adotar para evitar a repetição de condutas semelhantes, especialmente em situações envolvendo conflitos civis e presença de crianças
O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Ouvidoria da Polícia Militar (PM) para mais detalhes da ocorrência, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.
