Grupo tentou desviar R$ 845 milhões da herança de fundador do Objetivo
Operação cumpre 9 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de desvio em herança de João Carlos Di Genio, que fundou o Objetivo
atualizado
Compartilhar notícia

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) realiza nesta terça-feira (31/3), com a Polícia Civil, operação contra um grupo suspeito de tentar desviar R$ 845 milhões da herança de João Carlos Di Genio, empresário que fundou o Grupo Objetivo e a Unip (Universidade Paulista).
Segundo a promotoria, as investigações apontam que suspeitos, com longo histórico criminal, se valeram de documentos falsos, fraude processual, corrupção e simularam procedimentos arbitrais, para fazer um esquema de cobranças milionárias indevidas parecer legal.
Seguindo esse procedimento, o grupo tentou validar dívida inexistente de aproximadamente R$ 845 milhões perante a Justiça. O MPSP afirmou que os suspeitos teriam criado contratos falsos, posteriormente utilizados para embasar demandas judiciais e procedimentos arbitrais simulados, com o intuito de induzir vítimas e o próprio Poder Judiciário a erro.
O grupo ainda teria criado duas empresas de fachada para auxiliar no esquema. Ambas as companhias são investigadas e foram alvo de mandados de busca e apreensão.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, além do sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados. A operação é uma ação conjunta do Ministério Público, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Polícia Civil de São Paulo.
Viúva comunicou suspeitas
Em nota ao Metrópoles, a viúva de Di Genio, Sandra Rejane Gomes Miessa, ressaltou que tomou conhecimento, em meados 2025, de que terceiros estariam cobrando valores milionários, com base em operação imobiliária inexistente, forjada com a utilização de assinaturas falsificadas e outros expedientes ilícitos.
Os fatos, segundo ela, que é inventariante do espólio do empresário, foram devidamente comunicados às autoridades competentes, com todas as provas até então disponíveis.
“Destaca-se, por fim, a confiança no trabalho das autoridades para cabal elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, termina a nota de Miessa.
